Os contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerraram praticamente estáveis nesta sexta-feira, com investidores atentos aos dados econômicos dos Estados Unidos. A agenda doméstica esvaziada e os indicadores mistos no cenário global resultaram em poucas mudanças nos prêmios de risco do mercado brasileiro.
No fechamento do dia, a taxa do DI para janeiro de 2027 ficou em 13,92%, enquanto para janeiro de 2028 foi de 13,2%. Já os contratos de prazos mais longos, como janeiro de 2031 e 2033, registraram taxas de 13,38% e 13,52%, respectivamente. Esses números representam pequenas variações em relação aos ajustes anteriores.
Os investidores direcionaram sua atenção principalmente para o cenário externo, analisando indicadores econômicos dos Estados Unidos em busca de direcionamentos referentes à política monetária do Federal Reserve. Um dos destaques foi a desaceleração das vendas no varejo norte-americano em julho, em linha com as expectativas dos economistas. As vendas subiram 0,5% em relação a junho, quando houve um aumento de 0,9%.
Além disso, os preços de importação nos EUA tiveram um aumento surpreendente de 0,4% em julho, contrariando a previsão de estabilidade. Esses resultados levantaram preocupações sobre os impactos das tarifas comerciais dos EUA na economia.
Mesmo com uma agenda repleta de dados econômicos dos EUA, o mercado manteve a aposta de que o Federal Reserve retomará o ciclo de cortes na taxa de juros na próxima reunião, em setembro. Atualmente, os operadores precificam 84% de chance de redução de 0,25 ponto percentual na taxa. Este percentual é ligeiramente inferior aos 93% registrados no dia anterior, mas ainda indica um elevado nível de confiança na flexibilização da política monetária americana.
No âmbito doméstico, o foco tem sido o impasse comercial entre Brasil e EUA. O governo brasileiro continua buscando negociar a tarifa de 50% imposta por Donald Trump sobre os produtos brasileiros. Até o momento, não há novidades sobre o assunto. Na quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória que estabelece um plano de contingência para empresas afetadas pela taxação, incluindo a disponibilidade de uma linha de crédito de R$30 bilhões.
Os agentes financeiros acompanham atentamente a evolução desse impasse, que pode impactar diretamente o cenário econômico do país no curto e médio prazo, ressaltando a importância das negociações comerciais internacionais para a economia brasileira.
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