O Bitcoin perdeu mais de 30% de seu valor em um mês, zerando os ganhos acumulados ao longo do ano. A queda está relacionada à redução do apetite por risco, após o entusiasmo com o governo dos EUA e o desempenho das ações de tecnologia.
A criptomoeda chegou a cair para menos de US$ 93.714 no último domingo, voltando a um valor inferior ao do final do ano anterior. O Bitcoin havia atingido o pico de US$ 126.251 em outubro, mas despencou após comentários de Trump sobre tarifas.
Segundo Matthew Hougan, da Bitwise Asset Management, o atual cenário de aversão ao risco afetou o mercado de forma geral, com a cripto sendo o primeiro ativo a reagir a essas mudanças.
Nos últimos meses, investidores institucionais, como alocadores de ETFs e tesourarias corporativas, reduziram sua presença no mercado de Bitcoin, retirando o suporte que impulsionava a criptomoeda a recordes. Esses investidores injetaram mais de US$ 25 bilhões nos ETFs ao longo do ano, elevando os ativos sob gestão para cerca de US$ 169 bilhões.
Porém, essa narrativa de suporte institucional enfraquece agora, deixando o mercado exposto a um desengajamento. A venda de Bitcoins tem sido impulsionada por diversos fatores, incluindo a tomada de lucro por investidores de longo prazo, saídas institucionais e liquidação de posições alavancadas.
Jake Kennis, analista sênior da Nansen, aponta que o mercado escolheu temporariamente uma direção de baixa após um período de consolidação.
A Strategy Inc., empresa de software liderada por Michael Saylor e conhecida por acumular Bitcoin, agora negocia próximos ao valor de seu estoque da criptomoeda. Isso indica que os investidores não estão mais dispostos a pagar um prêmio pelo modelo altamente alavancado da companhia.
O Bitcoin tem sido marcado por ciclos de euforia e colapso ao longo dos anos. Hougan vê o atual recuo como uma oportunidade de compra, destacando o sentimento negativo dos investidores de varejo.
Além do Bitcoin, outras criptomoedas menores e menos líquidas têm enfrentado dificuldades no mercado, acumulando quedas significativas ao longo do ano. Entre incertezas macroeconômicas e a falta de catalisadores de alta, o sentimento predominante entre os investidores é de ceticismo em relação à alocação de capital.
Apesar da volatilidade ser característica do mercado cripto, a atual fase de desvalorização e aversão ao risco tem preocupado investidores e analistas do setor.
O mercado segue atento à movimentação do Bitcoin e de outras criptomoedas, em um cenário marcado por incertezas e desafios persistentes.
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