Nesta terça-feira (23), o dólar opera próximo da estabilidade em relação ao real, com investidores atentos à ata do último encontro do Copom e às declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Além disso, aguardam a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da ONU.
Às 10h33, o dólar à vista registrava leve alta de 0,11%, chegando a R$ 5,327 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha queda de 0,17%, cotado a R$ 5,336.
Por sua vez, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) destacou que o Banco Central entrou em um "novo estágio" da política monetária após avaliar os efeitos do choque de juros. O BC prevê manter a taxa Selic inalterada por um longo período para atingir a meta de inflação.
Especialistas apontam que o BC encerrou de forma mais clara o ciclo de elevações da Selic, embora mantenha a possibilidade de aumentos futuros se necessário. A situação econômica atual favorece o diferencial de juros do Brasil em relação a outros países, atraindo investidores internacionais.
Na entrevista ao ICL Notícias, o ministro Haddad mencionou que os juros brasileiros deveriam ser menores e que há espaço para cortes. Ele também ressaltou que o Brasil não enfrenta dificuldades para exportar seus produtos para outros mercados, mesmo com as tarifas impostas pelos EUA.
Em relação à arrecadação do governo, dados mostram uma queda real de 1,5% em agosto, alcançando R$ 208,791 bilhões. Este é o primeiro recuo registrado no ano e gera preocupações quanto a possíveis medidas dos EUA contra a economia brasileira.
O mercado também está atento ao discurso de Lula na ONU, onde estará presente junto ao presidente dos EUA, Donald Trump. A imposição de tarifas sobre produtos brasileiros pelos EUA tem impactado as negociações comerciais entre os dois países.
No cenário internacional, o dólar apresenta estabilidade em relação às principais moedas estrangeiras, com comportamento misto em relação às demais.
Com informações da Reuters, o mercado segue aguardando desdobramentos políticos e econômicos que possam influenciar a cotação do dólar e as decisões de investimento.
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