O Ibovespa Futuro abriu esta sexta-feira em queda, acompanhando o cenário negativo no exterior. Isso ocorreu após diversas declarações de autoridades do Federal Reserve indicarem resistência a reduzir os juros dos Estados Unidos na reunião de dezembro. Além disso, o mercado expressa temores em relação a uma possível bolha no setor de inteligência artificial. Às 9h04, o contrato com vencimento em dezembro registrava queda de 0,52%, alcançando os 158.220 pontos.
Um número crescente de membros do Fed tem manifestado preocupações com a inflação e sinais de estabilidade no mercado de trabalho dos EUA, o que os leva a relutar quanto a novos cortes nos juros. Atualmente, os mercados estão precificando em torno de 49% a chance de um corte de 0,25 na taxa de juros pelo Fed em dezembro, ante 60% no início desta semana.
Além das incertezas em relação aos juros nos EUA, os investidores estão apreensivos com a valorização expressiva das ações do setor de tecnologia e a paralisação dos dados econômicos oficiais dos EUA devido à recente paralisação do governo. Esses fatores contribuem para um sentimento negativo nos mercados.
No cenário local, os investidores estarão de olho na participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em um evento em Brasília, onde deve ser indicado como membro da "Ordem do Nacional do Mérito da Educação". Além disso, aguardam os dados do IGP-10 de novembro a serem divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Na seara corporativa, segue a divulgação dos balanços do terceiro trimestre, com empresas como Azul (AZUL4) e Cosan (CSAN3) apresentando seus números para o período.
Nos Estados Unidos, o Dow Jones Futuro, o S&P Futuro e o Nasdaq Futuro registraram quedas de 0,54%, 0,73% e 1,10%, respectivamente. Enquanto isso, na Ásia-Pacífico, os mercados operaram em baixa, acompanhando a tendência negativa de Wall Street, com investidores preocupados com as ações de tecnologia e as incertezas em relação aos cortes de juros pelo Fed em dezembro.
Na Europa, os mercados operam no vermelho devido aos temores relacionados a uma bolha no setor de inteligência artificial e à desaceleração da economia global. Enquanto isso, os preços do petróleo apresentam alta, com investidores avaliando as preocupações com o excesso de oferta global e as sanções iminentes contra a petroleira Lukoil, da Rússia.
Na China, as cotações do minério de ferro fecharam em leve alta, apesar de sinais contraditórios da segunda maior economia do mundo. Enquanto dados de demanda mostraram-se fortes, o mercado imobiliário chinês ainda apresenta fragilidades.
Esses são os principais destaques do cenário econômico e financeiro internacional neste momento, com os investidores atentos a uma série de fatores que podem influenciar os mercados nos próximos dias.
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