A derrota do partido do presidente argentino Javier Milei em uma importante eleição local teve impacto imediato nos mercados do país. Os ativos argentinos reagiram com quedas significativas, refletindo a preocupação em relação ao apoio político à agenda econômica do governo.
As ações argentinas listadas nos EUA tiveram uma queda entre 15% e 20%, enquanto os títulos em dólar e o peso argentino também despencaram. Os títulos com vencimento em 2035, por exemplo, despencaram mais de 6 centavos de dólar, sendo negociados a 55,37 centavos. Já o peso argentino caiu 7% em relação ao dólar americano, atingindo 1.450 por dólar.
O índice de referência Merval desabou 11%, com destaques negativos para os setores financeiro e de petróleo e energia. Empresas como Grupo Financiero Galicia, Supervielle, YPF, Vista e Edenor apresentaram perdas expressivas, refletindo a reação negativa do mercado à derrota de Milei.
A derrota nas eleições provinciais de Buenos Aires, onde o partido de Milei ficou quase 14 pontos percentuais atrás da oposição peronista, decepcionou investidores. Esperava-se que uma derrota por mais de cinco pontos percentuais desencadearia uma liquidação dos ativos argentinos, o que se confirmou com os resultados das urnas.
O Morgan Stanley, por exemplo, fechou uma recomendação de compra para ativos argentinos diante do cenário desfavorável após a eleição. A derrota de Milei aumenta as incertezas em relação à continuidade das reformas econômicas e ao financiamento externo do país, levando a um cenário negativo nos mercados.
O presidente argentino prometeu uma "profunda autocrítica" para corrigir os erros políticos antes das próximas eleições de meio de mandato em outubro. Ele reafirmou seu compromisso com o modelo econômico atual, incluindo a política cambial e as restrições monetárias vigentes, buscando tranquilizar os investidores em meio à turbulência no mercado.
Com a derrota de Milei, o mercado argentino enfrenta novos desafios e incertezas em relação ao futuro do país. Os investidores estarão atentos às medidas que o governo tomará para tentar estabilizar a economia e restaurar a confiança dos mercados internacionais.
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