As taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) registraram uma leve queda no Brasil, acompanhando a tendência de recuo dos rendimentos dos Treasuries nos Estados Unidos. Os investidores buscaram a segurança desses títulos diante da iminência de uma paralisação parcial do governo norte-americano.
No fechamento do mercado, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,365%, menor que os 13,377% do dia anterior. Já a taxa para janeiro de 2029 ficou em 13,24%, uma baixa de 3 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 13,272%.
Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2030 estava em 13,34%, ante os 13,384% do ajuste anterior, enquanto o contrato para janeiro de 2035 teve uma taxa de 13,53%, representando um recuo de 2 pontos-base em relação a 13,551%.
Durante o dia, os investidores acompanharam as negociações entre republicanos e democratas nos EUA para chegar a um acordo orçamentário que evitasse uma paralisação do governo a partir de quarta-feira. A falta de consenso entre as partes levou os investidores a buscar refúgio nos Treasuries, o que influenciou diretamente nos rendimentos dos títulos norte-americanos e nas taxas dos contratos de DIs no Brasil.
No cenário internacional, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que uma paralisação do governo federal permitiria a adoção de medidas "irreversíveis", incluindo o encerramento de programas importantes para os democratas. Essa incerteza política nos EUA contribuiu para a cautela dos investidores.
No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a taxa de desemprego manteve-se em 5,6% nos três meses até agosto, em concordância com as projeções dos economistas. Já o Tesouro informou que a dívida pública federal aumentou 2,59% em agosto em relação a julho, atingindo R$8,145 trilhões.
Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho apontou um aumento de 19.000 vagas de emprego em aberto, chegando a 7,227 milhões em agosto. Esses dados refletem a demanda por mão de obra no país.
Por fim, os rendimentos dos Treasuries apresentaram recuperação no final do dia, com o rendimento do Treasury de dois anos caindo 3 pontos-base, a 3,604%, e o retorno de dez anos subindo 1 ponto-base, a 4,148%.
Diante desse cenário, a curva brasileira precificava uma probabilidade de 99% de manutenção da taxa Selic em 15% na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, agendada para o início de novembro. A incerteza política nos EUA e os indicadores econômicos influenciaram as decisões de investimento durante o dia nos mercados internacionais.
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