O mercado financeiro enfrenta o início do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, que impôs tarifas comerciais de 50% sobre exportações brasileiras, mesmo com isenção para 694 produtos. De acordo com um estudo da Fiemg, as tarifas podem reduzir o PIB brasileiro em R$25,8 bilhões a curto prazo, impactando setores exportadores e a atividade econômica nacional. O governo brasileiro busca negociações setoriais para minimizar os danos, mas a situação se tornou mais desafiadora com a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro e o caráter político das tarifas.
Na agenda econômica brasileira, a quarta-feira traz a divulgação do fluxo cambial semanal às 14h30 e da balança comercial referente a julho às 15h. Além disso, diversas empresas brasileiras apresentam os resultados do segundo trimestre de 2025, incluindo Banco Pan, Braskem, Cogna, Eletrobras, entre outras.
Nos Estados Unidos, investidores estarão atentos aos discursos de integrantes do Federal Reserve. Mary Daly, membro do Comitê Federal de Mercado Aberto, falará às 13h45, seguida pelos discursos de Collins e Cook, governadores do Fed, às 15h. No campo corporativo, serão divulgados os resultados de empresas como Disney, Uber e McDonald's antes da abertura do mercado, e após o fechamento, é a vez de Airbnb, DoorDash e Lyft.
Donald Trump declarou que só se reunirá com Xi Jinping se houver um acordo comercial fechado entre Estados Unidos e China. As negociações avançadas buscam evitar a retomada de tarifas elevadas, com prazo final em 12 de agosto. Além das taxas, os países discutem questões relacionadas a exportações e terras raras.
As exportações de ouro do Brasil aumentaram em 60% no primeiro semestre de 2025, impulsionadas pela volatilidade global gerada pelas tarifas dos EUA. O preço médio do ouro subiu 39,3%, contribuindo para o crescimento em valor. O setor mineral foi responsável por mais da metade do superávit comercial brasileiro no período, gerando empregos e fortalecendo as exportações brasileiras.
A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, intensificou o embate político no Brasil. Aliados do ex-presidente planejam uma ofensiva contra o Judiciário, com propostas que buscam enfraquecer seus poderes ou alterar sua composição. No Congresso Nacional, a reprovação ao trabalho dos parlamentares cresceu, com 35% dos brasileiros avaliando como ruim ou péssimo o desempenho de deputados e senadores.
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