No primeiro dia de negociações como empresa combinada, as ações da MBRF (MBRF3), formada a partir da união entre Marfrig (MRFG3) e BRF (BRFS3), apresentaram queda na Bolsa de Valores. Inicialmente, os papéis do frigorífico tiveram um aumento de 2,37%, chegando a R$ 21,62, porém, às 10h50, já registravam uma queda de 1,52%, cotados a R$ 20,80.
Com uma receita anual de R$ 162 bilhões, a MBRF surge como uma das maiores companhias de alimentos do mundo, reunindo marcas renomadas como Sadia, Perdigão, Qualy, Bassi e Banvit, e estabelecendo presença em 117 países. A nova estrutura societária, resultante da fusão, foi vista pelo BBI como uma plataforma diversificada e de alta qualidade, superando individualmente a Marfrig e a BRF.
O Bradesco BBI iniciou a cobertura da MBRF com classificação neutra e estabeleceu um preço-alvo de R$ 24 por ação para 2026, o que implica em múltiplos de 6,7 vezes Valor da Firma (EV)/EBITDA para 2026 e 11,8 vezes EV/EBIT para 2026. Apesar do potencial de longo prazo da empresa, o curto prazo é encarado como desafiador, com projeções de margens apertadas para a carne bovina nos EUA e expectativas positivas para a carne bovina brasileira.
O banco apontou que o EBITDA ajustado de meio de ciclo para a MBRF, estimado em cerca de R$ 15,8 bilhões, evidencia o potencial a longo prazo da empresa. No entanto, a fase fraca nos ciclos de proteína pode resultar em um desempenho mais fraco a curto prazo, com um EBITDA ajustado projetado para 2026 de R$ 12,5 bilhões.
Embora o potencial de longo prazo da plataforma combinada seja promissor, as avaliações relativas e a perspectiva de baixo impulso nos lucros podem limitar os catalisadores para o preço das ações por enquanto. O cenário ainda é incerto, com margens de carne de aves se normalizando após redução das restrições de oferta, mas pressão esperada nas margens da carne bovina nos Estados Unidos.
Em resumo, a MBRF enfrentou um início volátil na Bolsa de Valores, com oscilações no valor das ações refletindo tanto a expectativa do mercado em relação à nova empresa quanto as incertezas presentes no cenário global de alimentos. O longo prazo é considerado promissor, porém desafios imediatos devem impactar o desempenho nas operações a curto prazo.
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