Na última terça-feira (18), o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. O anúncio veio um dia após a Fictor Holding Financeira comunicar a compra do Banco Master por R$ 3 bilhões, um acordo que havia sido recebido com alívio por investidores expostos aos ativos da instituição.
A transação estava sujeita à aprovação do Banco Central do Brasil e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas foi interrompida com a determinação de liquidação. Vale ressaltar que a operação excluía o Will Bank e o Banco Master de Investimentos, que estavam em processo de negociação com grupos de investidores distintos.
A venda do Banco Master para a Fictor Holding Financeira seria realizada em conjunto com um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos. Após a conclusão do negócio, Daniel Vorcaro, que foi preso pela Polícia Federal no mesmo dia da liquidação, seria excluído da transação. Vorcaro foi detido em Guarulhos quando tentava embarcar para Malta em um jato particular, supostamente para se encontrar com representantes do Grupo Fictor.
O sócio da Fictor Holding Financeira, Rafael Góis, destacou que a aquisição do Banco Master simbolizava a entrada da empresa no mercado financeiro brasileiro. A transação incluía um aporte de R$ 3 bilhões destinado ao fortalecimento da estrutura de capital do banco e estava condicionada à aprovação do Banco Central do Brasil e do CADE.
O pleito submetido ao Banco Central previa alterações na diretoria estatutária, formação de um novo conselho e mudança da denominação social para Banco Fictor. Após a conclusão das etapas regulatórias, o consórcio adquiriria a totalidade das ações de Daniel Vorcaro e elegeria um novo presidente para a instituição.
A Fictor Holding Financeira, em conjunto com investidores dos Emirados Árabes Unidos, destaca-se por seus investimentos nos setores financeiro, infraestrutura e alimentos, com presença global e mais de 6.000 colaboradores. Com um portfólio que abrange mais de 30 empresas no Brasil, EUA e Europa, o Grupo Fictor ingressa no setor bancário como parte de sua estratégia de fortalecer sua plataforma de serviços financeiros e expandir internacionalmente.
Rafael Góis, sócio da Fictor Holding Financeira, enfatizou que a operação representa o ingresso da empresa no mercado financeiro brasileiro, seguindo as melhores práticas de governança e focando na distribuição de produtos sólidos para atender as demandas do mercado nacional.
A união dos atuais produtos do Banco Master com a capilaridade de distribuição da Fictor promete levar o novo banco ao protagonismo do cenário brasileiro, impulsionando a concorrência no setor financeiro e beneficiando os clientes. A transação, que teve um desfecho inesperado com a prisão de Daniel Vorcaro e a liquidação do Banco Master, marca um capítulo de mudanças e novas perspectivas para o mercado financeiro nacional.
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