O presidente francês, Emmanuel Macron, realizou sua quarta visita de Estado à China, onde buscou cooperação em geopolítica, comércio e meio ambiente com o líder chinês, Xi Jinping. A União Europeia também procura apoio chinês para questões como o conflito na Ucrânia, enquanto Pequim busca benefícios econômicos diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Macron tentou reduzir o grande déficit comercial da França com a China, ao mesmo tempo em que buscava garantir empregos industriais no país. A China, por sua vez, busca amenizar os atritos comerciais com a UE em relação ao setor de veículos elétricos e se apresentar como um mercado mais confiável do que os EUA diante das tarifas de Trump.
Durante a reunião em Pequim, Macron alertou sobre os desequilíbrios comerciais, destacando o risco de uma crise financeira e a ameaça ao crescimento global. O presidente francês defendeu regras mais justas e fortes, afastando a ideia da "sobrevivência do mais forte". Por sua vez, Xi Jinping ressaltou a importância de os países seguirem seus próprios caminhos geopolíticos.
Apesar da visita de Macron acompanhado por uma grande delegação empresarial, nenhum acordo comercial significativo foi assinado entre os líderes. A expectativa em relação a um possível pedido de 500 jatos da Airbus não se concretizou, pois isso poderia afetar as negociações comerciais da China com os EUA, que buscam compromissos de compra da Boeing.
Além disso, Macron reiterou o apelo para que a China pressione a Rússia a encerrar a guerra na Ucrânia. Xi Jinping afirmou o compromisso chinês com a paz na região. A dinâmica de poder entre Europa e China também estava em jogo durante a visita, com questões como a imposição de tarifas e a manutenção dos preços de produtos como conhaque e carne suína em discussão.
Por fim, Xi acompanhará Macron a Sichuan, na China, em um gesto considerado luxuoso, visto que o líder chinês raramente acompanha líderes estrangeiros em visitas fora da capital. Mesmo com aparente cordialidade, analistas ressaltam que a relação entre Europa e China envolve interesses e disputas comerciais que impactam diferentes setores econômicos.
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