O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que uma possível conversa com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderia contemplar um diálogo comercial abrangente. Entre os temas que poderiam ser discutidos estão o acesso dos americanos a minerais críticos e a regulação das grandes plataformas digitais. No entanto, a interferência no Judiciário brasileiro em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro não está em pauta.
Apesar de terem conversado brevemente durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, a expectativa é que Lula e Trump realizem uma reunião mais detalhada nos próximos dias. O governo brasileiro ainda não recebeu formalmente nenhum pedido econômico dos Estados Unidos desde o anúncio de tarifas pelo governo Trump.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou a importância de discutir integração econômica e investimentos mútuos com os americanos. O governo analisa retomar acordos anteriores, que envolviam áreas como energia limpa, minerais raros e biocombustíveis. Já o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços considera a possibilidade de os Estados Unidos abordarem a regulação das plataformas digitais durante as negociações.
Uma fonte próxima às discussões privadas entre os dois países revelou que a indústria brasileira vê com bons olhos a perspectiva de uma negociação comercial efetiva. Entretanto, há uma preocupação de que os Estados Unidos possam apresentar demandas desvantajosas para o Brasil durante as negociações.
Os EUA têm demonstrado interesse em estabelecer acordos com o Brasil para obtenção de minerais críticos, como lítio, nióbio e terras raras, essenciais para a transição energética e a fabricação de diversos produtos. Recentemente, o encarregado de negócios da embaixada americana em Brasília transmitiu essa intenção a representantes do setor de mineração brasileiro.
Lula já sinalizou a possibilidade de negociar minerais críticos como forma de fortalecer a soberania nacional. Em uma entrevista à agência de notícias Reuters, ele mencionou a criação de um conselho ligado à presidência para tratar desse tema.
Mantendo a política de taxação em 50% sobre os produtos brasileiros, Trump destacou a questão do processo contra Bolsonaro no STF como um dos motivos para essa medida. No entanto, a maioria dos produtos de exportação dos EUA já entra no Brasil com tarifa zero.
Para o mercado, a possibilidade de acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos é vista com otimismo, mas há receios em relação às demandas que podem ser apresentadas pelos americanos durante as negociações. A regulamentação das big techs e a questão dos minerais críticos estão entre os principais temas que podem ser abordados nesse diálogo.
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