As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) encerraram esta segunda-feira em alta no Brasil, em meio a uma sessão sem grandes impulsos para as negociações. Investidores aproveitaram o dia para realizar parte dos lucros recentes, o que impulsionou a elevação das taxas.
No fechamento do mercado, a taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu 12,95%, registrando um aumento de 8 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 12,873%. Já a taxa para janeiro de 2035 ficou em 13,5%, com uma elevação de 6 pontos-base em comparação ao ajuste anterior de 13,44%.
Pela manhã, o Banco Central divulgou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) apresentou uma queda de 0,2% em setembro, em relação a agosto, com ajuste sazonal. Essa contração foi maior do que a expectativa dos economistas, que previam uma queda de 0,10%. No terceiro trimestre do ano, a atividade econômica no Brasil encolheu 0,9% em relação aos três meses anteriores, segundo o IBC-Br, indicando uma desaceleração significativa na economia.
Economistas como Paulo Gala, do Banco Master, comentam que a forte queda na atividade econômica pode alterar as projeções para o terceiro trimestre, deixando o crescimento do PIB mais próximo de zero, com possibilidade de registrar um aumento de 0,2% a 0,3%, representando a maior desaceleração de todos os trimestres.
Embora o Banco Central tenha reconhecido a desaceleração da atividade econômica e seu impacto na inflação, o órgão tem se mostrado cauteloso em relação ao futuro da política monetária. A curva de juros pouco reagiu à queda do IBC-Br, permanecendo estável ao longo do dia. No entanto, próximo ao fechamento da sessão regular, a curva brasileira indicava 98% de probabilidade de manutenção da taxa básica Selic em 15% em dezembro.
De acordo com o boletim Focus, a projeção mediana dos economistas para o IPCA em 2025 passou de 4,55% para 4,46%, dentro da margem da meta de inflação estabelecida pelo BC. Para 2026, a projeção para o IPCA se manteve em 4,20%. Já a Selic projetada para o fim deste ano permanece em 15%, enquanto para o final de 2026 está em 12,25%.
No cenário internacional, a expectativa pelo reinício das divulgações de dados econômicos nos Estados Unidos após a paralisação do governo influenciou os negócios. Investidores aguardam o relatório de emprego payroll, previsto para quinta-feira, e a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, que será divulgada na quarta-feira. Ambos eventos serão fundamentais para as decisões do Fed em relação às taxas de juros em dezembro.
Na tarde de hoje, a Ferramenta CME FedWatch apontou que o mercado precificava 59,1% de probabilidade de manutenção da taxa de juros na faixa de 3,75% a 4,00% pelo Fed em dezembro, enquanto a chance de redução de 25 pontos-base era de 40,9%. Por volta das 16h34, o rendimento do Treasury de dez anos, referência global para investimentos, estava em 4,131%, com uma queda de 2 pontos-base.
O mercado financeiro continua atento aos desdobramentos econômicos, tanto no Brasil quanto no exterior, em um contexto de incertezas e volatilidade. A alta das taxas dos DIs reflete a cautela dos investidores diante dos diferentes cenários econômicos que se apresentam.
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