Longas taxas de DIs recuam em meio a queda do dólar e revisão de projeções no Boletim Focus

Taxas de juros futuros têm leve queda com recuo do dólar e ajuste de projeções no Focus

As taxas dos DIs com prazos mais longos apresentaram pequenas quedas na segunda-feira, impulsionadas pela queda do dólar em relação ao real e pela redução das projeções de inflação no Brasil pelos economistas.

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Enquanto isso, os contratos de curto prazo encerraram a sessão com taxas praticamente estáveis. A taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 13,095%, ligeiramente acima do ajuste anterior de 13,090%. Já a taxa para janeiro de 2035 registrou 13,475%, uma queda de 3 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 13,509%.

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O boletim Focus do Banco Central, divulgado antes da abertura do mercado, apontou uma redução nas expectativas de inflação para 4,56% em 2025 e 4,20% em 2026. Apesar de ainda estar acima da meta de inflação para este ano, a projeção indica um alinhamento com a margem de tolerância estabelecida pelo BC para o próximo ano.

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As mudanças nas projeções do Focus foram influenciadas por dados econômicos divulgados na semana anterior, como o IPCA-15 de outubro no Brasil e o CPI de setembro nos EUA, que ficaram abaixo do esperado. Isso levou a uma revisão para baixo das expectativas de inflação, sinalizando um cenário positivo.

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A previsão de corte da Selic pelo Banco Central no início de 2026 tem se fortalecido, contribuindo para o diferencial de juros favorável ao Brasil. Esse cenário tem impactado as cotações do dólar, que recuou em relação ao real nesta segunda-feira.

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Até o fechamento da sessão, a curva de juros indicava quase 100% de probabilidade de manutenção da taxa Selic em 15% ao ano na próxima reunião do Copom em novembro. Enquanto isso, nos EUA, a ferramenta CME FedWatch apontava 97,8% de chance de corte de 25 pontos-base dos juros pelo Federal Reserve na próxima reunião, com a taxa de referência atualmente entre 4,00% a 4,25%.

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A reunião entre Lula e Trump na Malásia, onde discutiram questões comerciais e econômicas entre os países, contribuiu para reduzir as tensões entre Brasil e EUA. Esse cenário também colaborou para a queda do dólar em relação ao real. Lula solicitou a suspensão da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros durante as negociações, sendo que não houve menção a Bolsonaro na conversa.

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O encontro entre os presidentes reforçou a expectativa de um acordo comercial entre os dois países. Apesar das incertezas sobre a concretização desse acordo, a reunião teve impacto positivo nos mercados, refletindo na queda do dólar e nas taxas de juros futuros.

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O cenário internacional, com expectativas de corte de juros nos EUA e discurso conservador do Banco Central brasileiro, tem influenciado a movimentação dos mercados e a precificação das taxas de juros futuros no Brasil. A tendência de queda nas taxas de juros futuros acompanha esse contexto de ajustes nas projeções e expectativas para a economia nacional e internacional.

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