O Banco Central anunciou, nesta quarta-feira (21), a liquidação extrajudicial da Will Financeira, conhecida como Will Bank, após a instituição descumprir a grade de pagamentos com a Mastercard, o que resultou no bloqueio de sua participação no sistema. A decisão foi tomada após a detecção do agravamento da situação da empresa em 19 de janeiro.
A Will Bank operava sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET) desde a liquidação do Banco Master, em novembro, com o objetivo de buscar uma solução que preservasse o funcionamento do banco digital.
O Banco Central destacou que a liquidação do Will Bank se tornou inevitável devido à deterioração da capacidade financeira da fintech, sua insolvência e o vínculo evidenciado com o Banco Master, que já estava em processo de liquidação extrajudicial. A autarquia ressaltou que a decisão foi tomada em razão do comprometimento da situação econômico-financeira da instituição.
O Conglomerado Master, do qual o Will Bank fazia parte, era classificado como de porte pequeno, no segmento S3 da regulação prudencial, com o Banco Master como instituição líder. O grupo detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional.
Além da liquidação, o Banco Central informou que continuará com as apurações sobre o caso, visando identificar possíveis responsabilidades nos termos de suas competências legais. Os resultados das investigações poderão resultar na aplicação de medidas sancionadoras administrativas e no envio de comunicações a outras autoridades.
Em meio a estas decisões, a liquidação do Will Bank torna-se a sexta relacionada ao caso Master, evidenciando a complexidade e as implicações envolvidas na situação. A instituição detinha R$ 6,5 bilhões em CDBs (Certificados de Depósito Bancário), o que poderá demandar recursos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para as devidas coberturas.
Diante deste cenário, é imprescindível o acompanhamento das repercussões da liquidação extrajudicial do Will Bank no mercado financeiro, a fim de compreender as implicações para investidores, clientes e demais instituições do setor. Junto a isso, a atenção às investigações em andamento e às medidas sancionadoras que poderão ser aplicadas pelo Banco Central são essenciais para a transparência e a restauração da confiança no sistema financeiro nacional.
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