Kinea vê estresse passageiro nos mercados com Irã: “Tem muito petróleo parado no mar”

Kinea vê estresse passageiro nos mercados com Irã: “Tem muito petróleo parado no mar”

Leia mais

Gestora vê preço do petróleo sustentável na casa de US$ 70 e abertura para queda de preço com fim próximo do conflito e baixo risco de bloqueio efetivo do Estreito de Ormuzdeclarações de Teerã.

Leia mais

Paulo Barros

Leia mais

03/03/2026 05h01 •

Leia mais

Atualizado 10 horas atrás

Leia mais

Ruy Alves, gestor da Kinea, participa do Onde Investir do InfoMoney, em dezembro de 2025 (Foto: InfoMoney)

Leia mais

Publicidade

Leia mais

O conflito no Oriente Médio entrou em uma nova fase desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã que mataram o líder supremo Ali Khamenei e integrantes da cúpula militar do país, e retaliação de Teerã com mísseis e drones. No mercado, o petróleo subiu em meio ao receio de fechamento do Estreito de Ormuz.

Leia mais

Mesmo assim, a Kinea não embarcou no cenário mais pessimista.

Leia mais

Para Ruy Alves, sócio e co-gestor de multimercados da casa, o evento era tão esperado que acabou servindo para reduzir incerteza. “Quando você não consegue modelar o risco, pede prêmio de risco alto. Agora você pode modelar o risco”, diz.

Leia mais

Viva do lucro de grandes empresas

Leia mais

Baixe agora!

Leia mais

EUA x Irã: confira tudo o que aconteceu no 3º dia de conflitos no Oriente MédioAtaques seguem em várias partes do Oriente Médio; Trump faz primeira coletiva e embaixador do Irã agradece Lula

Leia mais

Se conflito fechar Ormuz por mais de 40 dias, faltará petróleo no mundoCom as ameaças do governo iraniano de atacar navios que passarem por este estreito, as petroleiras suspenderam a navegação no trecho

Leia mais

Com a incerteza afastada, a casa avalia que não só o petróleo não deverá mais subir tanto, como se abre na verdade uma janela para queda de preço da commodity.

Leia mais

A razão passa pelo quadro de oferta, com estoques no mar muito elevados, principalmente de petróleo russo e iraniano.

Leia mais

“Os contratos futuros estavam com prêmios de guerra embutidos, mas o mercado físico segue extremamente frouxo”, conta. “Tem muito petróleo parado no mar. Está sobrando petróleo.”

Leia mais

Continua depois da publicidade

Leia mais

Os preços do petróleo chegaram a subir 12% na abertura dos negócios no domingo à noite, mas fecharam com uma alta muito menor na segunda, com o WTI a US$ 71 e o Brent a US$ 78.

Leia mais

Nos mercados futuros, não houve volatilidade alta mesmo após o Irã anunciar que teria fechado completamente o Estreito de Ormuz, o que foi desmentido pouco depois pelos EUA.

Leia mais

Para a Kinea, o Irã pode tentar, mas não será capaz de fechar o Estreito de Ormuz, o que deve permitir a normalização gradual dos fluxos uma vez que os operadores recalculem custos de seguro.

Leia mais

“O mercado indicou que o preço justo não é muito acima do que está, que no momento é o mesmo preço que a gente tinha no ano passado”, lembra o gestor. “O Estreito de Ormuz nunca foi fechado. Nem na guerra Irã-Iraque, nem na invasão do Iraque”, disse o gestor.

Leia mais

O cenário só muda com uma escalada muito maior, argumenta Alves, seja com um ataque iraniano bem-sucedido e recorrente à infraestrutura de produção de petróleo nos países vizinhos, ou com uma estratégia de guerrilha persistente no Estreito, nos moldes do que ocorre no Mar Vermelho.

Leia mais

Sem isso no tabuleiro, a expectativa é de petróleo mais fraco, e efeito nulo sobre a inflação nos EUA e no Brasil – que se prepara para iniciar o ciclo de cortes na Selic neste mês.

Leia mais

Continua depois da publicidade

Leia mais

Na segunda, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, que é cotado para assumir a secretaria-executiva da Fazenda, comentou que o balanço de riscos não do Banco Central não deve ser afetado até mesmo se a commodity subir para US$ 80.

Leia mais

“O Banco Central não pode mudar a direção a cada movimento de US$ 10 no petróleo, tem que ser dono do seu ciclo. Estamos com uma taxa de juros emergencial”, concorda Alves.

Leia mais

PosicionamentoA Kinea encerrou posições vendidas em petróleo antes do ataque, antecipando alta no evento. No câmbio, a casa destaca o carrego elevado do real e não vê razão estrutural para mudança relevante no curto prazo. Em bolsa brasileira, a estratégia tem sido hedge via índice e busca por oportunidades no meio do Ibovespa, após forte entrada de capital passivo inflar alguns papéis.

Leia mais

Continua depois da publicidade

Leia mais

Para Ruy Alves, no entanto, o investidor não deveria perder de vista o que considera o verdadeiro tema estrutural. “Inteligência artificial. Esse é o tema que realmente muda empresas, empregos e o cenário de investimento.”

Leia mais

Tópicos relacionados

Leia mais

Mercados

Leia mais

Onde Investir

Leia mais

Commodities

Leia mais

Irã

Leia mais

Kinea Investimentos

Leia mais

Petróleo

Leia mais

ruy alves

Leia mais

Paulo Barros

Leia mais

Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

Investidor Consciente