Juros Futuros têm queda impulsionada por cenário internacional e levantamento eleitoral; vértices mais curtos se mantêm firmes

Juros futuros têm queda impulsionada por cenário externo e pesquisa eleitoral

Os juros futuros apresentaram um movimento de queda nesta quinta-feira, seguindo a tendência observada desde o início do dia no pregão. A exceção ficou por conta dos vértices curtos, que se mantiveram estáveis. Esse cenário de alívio foi influenciado, em parte, pelos dados da economia americana, com os rendimentos dos Treasuries de 10 e 30 anos registrando recuo firme em resposta a indicadores de atividade e inflação.

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Influência do cenário político e econômico local

Além disso, a percepção de um quadro mais favorável para uma candidatura de centro-direita à eleição de 2026 no Brasil teve impacto nas negociações. Uma pesquisa do instituto AtlasIntel mostrou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), levemente à frente do presidente Lula em um eventual segundo turno das eleições presidenciais. Esses dados contribuíram para a mudança nas expectativas do mercado local de juros futuros.

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Projeções e análises do mercado

Segundo especialistas, os investidores acompanharam de perto a movimentação política e as pesquisas de intenção de voto, além dos indicadores de atividade e inflação. O mercado local de juros futuros opera atualmente precificando cortes de cerca de 2,3 pontos na taxa Selic ao longo de 2026, com expectativa de que Tarcísio adote uma postura mais austera na área fiscal, caso seja eleito presidente.

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Impacto de fatores externos

Outro ponto que influenciou a queda dos juros futuros foi o cenário internacional, com destaque para o fechamento da curva americana após a desaceleração do PCE (medida de inflação preferida do Federal Reserve) e o crescimento anualizado de 3,3% do PIB dos EUA no segundo trimestre de 2025.

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Revisão de cenário e projeções do Banco Inter

Em revisão divulgada hoje, o Banco Inter reduziu suas projeções para o aumento do IPCA em 2025 e 2026. A estimativa para este ano passou de 5% para 4,8%, e a de 2026 diminuiu para 4,2%. Com base nesses dados, a instituição prevê que a Selic permaneça estacionada em 15% nas próximas reuniões do Copom, mas com um corte total de 3 pontos ao longo de 2026, chegando a 12% no final do ano.

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A queda nos juros futuros reflete a combinação de fatores tanto do cenário interno quanto externo, sendo influenciada por indicadores econômicos, pesquisas eleitorais e projeções do mercado para a economia brasileira e internacional. A tendência de redução das taxas futuras mostra a sensibilidade do mercado às mudanças e perspectivas que impactam o ambiente financeiro do país.

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