As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerraram próximas da estabilidade nesta quinta-feira, em meio à pressão de rendimentos mais altos nos títulos dos Estados Unidos. No final da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2027 ficou em 13,93%, enquanto a para janeiro de 2028 marcou 13,2%.
Entre os contratos de prazos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 fechou em 13,4%, e para janeiro de 2033 em 13,54%. Esses números refletem a percepção de desaceleração da atividade econômica no Brasil, de acordo com analistas locais.
No cenário externo, o foco esteve na análise dos dados de inflação nos EUA, que mostraram um aumento acima do esperado no índice de preços ao produtor. O ganho de 0,9% em julho levou a uma alta de 3,3% em 12 meses, o que gerou receios sobre o impacto das políticas do presidente Donald Trump nos preços e eventual efeito nos consumidores.
Como reflexo destes dados, operadores passaram a ver menos probabilidade de corte de juros pelo Federal Reserve em setembro. Antes considerado como certo, agora há uma chance de 93% de redução de 0,25 ponto percentual. Isso se deve ao temor de que as tarifas de Trump impactem os consumidores, refletindo nos investimentos ao redor do mundo.
No Brasil, a pressão provocada pelos EUA foi compensada por indicadores econômicos locais que apontam para uma desaceleração da economia. Dados de vendas no varejo abaixo das expectativas e a inflação medida pelo IPCA inferior às projeções dos economistas contribuíram para essa percepção.
Os investidores também estão atentos ao impasse comercial entre Brasil e EUA, especialmente ao plano de contingência do governo para empresas afetadas pela tarifa de 50% dos americanos. A MP assinada por Lula da Silva, que prevê um pacote de auxílio de R$30 bilhões, trouxe surpresas em relação à exclusão de R$9,5 bilhões das despesas previstas na meta fiscal.
O governo brasileiro segue em negociações com os EUA para tentar reverter a tarifa, porém, têm enfrentado dificuldades para estabelecer canais de diálogo com o parceiro comercial. A incerteza gerada pelo cenário econômico internacional e as ações do governo brasileiro continuam a influenciar o mercado de juros futuros.
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