O dólar à vista operou em alta ante o real nesta terça-feira (9), em um cenário de retomada do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e revisões de dados de emprego nos Estados Unidos. O Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS) divulgou revisões de dados de emprego de meses anteriores, mostrando um ritmo mais fraco de criação de vagas.
Às 10h49, o dólar à vista operava em alta de 0,05%, atingindo R$ 5,420 na venda. Na B3, o dólar para outubro caía 0,07%, chegando a R$ 5,447.
O receio do mercado se concentra não apenas no desfecho do julgamento, mas também nas possíveis consequências para o Brasil. O presidente norte-americano Donald Trump já estabeleceu tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros, citando o julgamento de Bolsonaro como um dos motivos. A expectativa é de que o julgamento tenha um desfecho até a próxima sexta-feira.
Os investidores seguem atentos aos dados do mercado de trabalho nos EUA, divulgados na semana passada, e posicionados para um início do ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve na próxima semana. Após recuos recentes, os rendimentos dos Treasuries sobem, e o dólar tem sinais mistos no exterior, com variações em relação a outras moedas principais.
Na segunda-feira, o dólar à vista fechou com leve alta de 0,07% no Brasil, atingindo R$ 5,4179. A região de R$ 5,40 para o dólar tem se mostrado resistente, com chances de queda em direção a R$ 5,30, de acordo com análises. Por outro lado, os níveis mais fortes de resistência para alta estão em R$ 5,54 e R$ 5,62.
O Banco Central realizará um leilão de até 40.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de outubro de 2025, às 11h30 desta terça-feira. As movimentações do BC podem impactar o mercado cambial e influenciar a cotação do dólar nos próximos dias.
Em resumo, o cenário internacional, o desfecho do julgamento de Bolsonaro e as expectativas em relação aos cortes de juros nos EUA têm influenciado a valorização do dólar frente ao real. As revisões de dados de emprego nos EUA e a postura do Federal Reserve também são fatores de peso nas oscilações da moeda norte-americana em relação a outras divisas. O mercado permanece atento a essas variáveis, monitorando de perto as movimentações do dólar e as decisões de órgãos como o Banco Central.
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