O JPMorgan reiterou sua visão positiva para o setor de utilities, incluindo energia e saneamento, mesmo adotando uma postura mais seletiva frente à forte valorização das ações. Com alta de 60% em 2025, contra os 30% do Ibovespa, o banco revisou estimativas e preços-alvo.
Na geração de energia, as hidrelétricas recebem preferência devido aos possíveis benefícios em um cenário de preços mais altos, enquanto as renováveis continuam apresentando riscos de queda nos lucros.
No segmento de distribuição, o retorno regulatório ainda é atrativo, porém, as avaliações estão mais apertadas e as expectativas elevadas, o que leva o banco a adotar cautela. A escolha do JPMorgan recaiu sobre três ações: Sabesp, Copel e Eneva.
A Sabesp foi apontada pelo JPMorgan como uma das teses mais atraentes sob sua cobertura, combinando crescimento consistente dos lucros, taxa de crescimento anual composta de 24% entre 2025 e 2028, e valuation considerado atrativo. A empresa também oferece opcionalidade de expansão por meio de novos leilões de saneamento.
Com uma TIR real de 10,2%, a Sabesp negocia com um prêmio de risco acima da média do setor, o que o banco considera injustificado. O JPMorgan elevou o preço-alvo para 2026 a R$160 por ação, o que representa um potencial de retorno total de 18%.
A Copel foi vista pelo JPMorgan como uma opção de menor risco entre as suas principais recomendações, equilibrando a geração de caixa de longo prazo, dividendos de dois dígitos previstos para 2026-2028, e a possibilidade de crescimento. A empresa é considerada uma importante beneficiária de preços mais altos de energia, especialmente para geradoras hidrelétricas.
Já a Eneva foi apontada como a ação com maior potencial de alta na cobertura do banco, principalmente devido ao seu crescimento esperado. No curto prazo, o leilão de capacidade previsto para março de 2026 pode trazer surpresas positivas em volume de contratos e remuneração regulada.
O banco também destacou a Equatorial e a Axia como possíveis beneficiárias de um cenário macro otimista, com juros mais baixos e entrada de capital na Bolsa brasileira. Por outro lado, recomendou evitar exposição à Cemig, Engie e Taesa.
Ao adotar uma postura mais seletiva, o JPMorgan destaca a importância de analisar as oportunidades e desafios presentes no setor de utilities, considerando o cenário atual de valorização das ações e expectativas elevadas.
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