JPMorgan reduz avaliação de moedas emergentes após surpreendente valorização

JPMorgan reavalia recomendações para moedas emergentes

O J.P. Morgan revisou suas recomendações para moedas de mercados emergentes, passando de overweight (compra) para market weight (neutra). A mudança ocorre devido ao excesso de posicionamento e sentimento esticado no curto prazo, após um rali prolongado das moedas em relação ao dólar.

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De acordo com o banco, a alteração é tática e não representa uma revisão da visão estrutural positiva para as moedas emergentes. Apesar do cenário macroeconômico favorável a médio prazo, o alto nível de posições acumuladas nos últimos meses justifica a realização parcial de lucros.

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O JPMorgan mantinha a recomendação overweight para moedas emergentes desde junho de 2025, porém, com o aumento do posicionamento, o banco começou a ajustar a exposição gradualmente. Inicialmente, algumas posições regionais foram reduzidas e agora adotaram uma postura neutra para o conjunto de divisas emergentes.

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Ajustes no mercado brasileiro e latino-americano

No caso do Brasil, o relatório destaca que o real já havia passado por uma redução de risco em dezembro, após a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Atualmente, o J.P. Morgan mantém a recomendação neutra para a moeda brasileira e overweight em juros locais, sugerindo exposição por meio de estratégias com opções.

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Na América Latina, o banco reduziu pela metade as posições overweight no peso mexicano e chileno, realizando lucros em posições vendidas no dólar contra o peso chileno. Mesmo após os ajustes, a região continua com recomendação overweight, porém em menor intensidade.

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Desdobramentos regionais e globais

No continente africano, houve uma redução na exposição ao rand sul-africano, passando a recomendação para neutra. Já na Ásia emergente, o JPMorgan diminuiu o tamanho das posições compradas no ringgit da Malásia e no baht da Tailândia em seu portfólio modelo, mantendo exposições consideradas mais defensivas em estratégias relativas e posições otimistas no yuan chinês.

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Diante do cenário atual, o banco busca ajustar as recomendações de acordo com as condições do mercado, considerando o contexto macroeconômico e o posicionamento dos investidores nos mercados emergentes. A perspectiva é de manter uma postura cautelosa diante da volatilidade e dos possíveis impactos de eventos políticos e econômicos nas diferentes regiões.

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