JPMorgan: É hora de vender títulos de curto prazo dos EUA

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Banco avalia que trecho de curto prazo dos Treasuries está mal precificado, e vê desvalorização diante da possível cautela do Fed em cortar juros

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Paulo Barros

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13/02/2026 14h27 •

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Atualizado 8 minutos atrás

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Dólares e moedas estrangeiras (Imagem gerada com auxílio IA/Leonardo Albertino

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O JPMorgan recomendou iniciar posição vendida em títulos do Tesouro dos Estados Unidos com vencimento em dois anos, avaliando que os rendimentos de curto prazo têm espaço limitado para novas quedas, mesmo com o mercado precificando cortes de juros pelo Federal Reserve ao longo de 2026.

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A recomendação, destinada a traders institucionais, foi feita após os yields recuarem entre 5 e 9 pontos-base até a última quinta-feira (12), e a curva de juros se achatar, em meio à fraqueza de ativos de risco, dados do mercado de trabalho ligeiramente abaixo das expectativas e forte demanda nos leilões de recompra de fevereiro.

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Apesar disso, o JPMorgan avalia que “os fundamentos da economia são fortes” e que será difícil para o indicado à presidência do Fed, Kevin Warsh, alterar substancialmente o rumo do comitê após assumir o cargo. Na visão do banco, o Fed deve permanecer em pausa ao longo deste ano, o que limitaria quedas adicionais nos yields da parte curta da curva.

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O leilão do título de 30 anos foi concluído 2,2 pontos-base abaixo dos níveis pré-leilão, com 94,1% da oferta destinada a investidores finais, participação recorde.

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A inflação ao consumidor dos EUA (CPI), divulgada nesta sexta-feira (13), veio um pouco abaixo do esperado e reforçou a leitura de inflação ainda resistente e mercado de trabalho aquecido, quadro que, segundo analistas, sustenta uma postura cautelosa do Fed pelo menos até meados do ano.

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Mesmo com a estratégia vendida na ponta curta, o JPMorgan manteve posição comprada em swaps de inflação de cinco anos com hedge em energia. O banco argumenta que os breakevens de cinco anos recuaram 10 pontos-base no mês e estariam 28 pontos-base abaixo do valor justo estimado, em um ambiente de crescimento resiliente e aceleração sequencial da inflação no primeiro semestre de 2026.

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Por enquanto, os rendimentos dos títulos americanos recuam, com o mercado ainda digerindo os novos dados. O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos caiu 4 pontos-base, para 4,064%, enquanto o rendimento dos títulos do Tesouro de 30 anos estava sendo negociado a 4,706%, uma queda de mais de 2 pontos-base. O rendimento dos títulos do Tesouro de 2 anos caiu mais de 5 pontos-base, para 3,414%.

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Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)

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