O JPMorgan revisou suas recomendações para empresas do setor de agronegócio, rebaixando a São Martinho de overweight para neutra e movendo a Adecoagro de não coberta para underweight. A SLC Agrícola manteve a recomendação neutra.
Analistas apontam que não há catalisadores claros para uma alta de preços na próxima safra de 2026. Todos os mercados ainda enfrentam uma oferta excessiva e não há eventos climáticos no radar que possam influenciar o balanço global.
O JPMorgan destaca a entrada prevista de uma nova oferta de etanol de milho em 2026, o que pode pressionar os preços para níveis abaixo da paridade histórica com a gasolina. A expectativa é de que 2026 seja um ano de queima de caixa, com aumento da alavancagem e elevação do risco de balanço.
O banco indica preferir a SLC Agrícola em relação à São Martinho devido à maior estabilidade das perspectivas para a soja comparada ao açúcar. No entanto, não identifica um ponto de entrada atrativo em nenhuma das duas empresas até que haja sinais claros de recuperação das commodities.
O JPMorgan projeta preços líquidos para a soja, milho e algodão da SLC Agrícola em 2026 abaixo das estimativas anteriores. A empresa se destaca pela diversificação das culturas, resiliência, expansão contínua e alocação disciplinada de capital, sustentando o crescimento de longo prazo.
A São Martinho está em meio a um ambiente de desafios, com a rápida expansão da capacidade de etanol de milho no Brasil e a fraqueza persistente do mercado de açúcar. Mesmo com diversificação de receitas e eficiência operacional reconhecida, as ações continuam correlacionadas com o desempenho do açúcar e do etanol.
A situação da Adecoagro é considerada mais complexa, com fatores micro predominando sobre os macro. Com a baixa liquidez das ações e incertezas relacionadas à troca de controlador e novos empreendimentos, a recomendação de venda foi mantida pelo banco.
Investidores aguardam por sinais mais claros de recuperação do ciclo, o que poderia resultar em níveis mais atraentes para os múltiplos atuais. O JPMorgan destaca a necessidade de cautela diante do cenário desafiador do agronegócio, com perspectivas variadas para as empresas do setor.
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