As ações do Banco do Brasil (BBAS3) continuam sob escrutínio do mercado, refletindo resultados insatisfatórios e possíveis impactos da Lei Magnitsky. Em 2025, o BBAS3 acumula uma queda de aproximadamente 26%.
O Itaú BBA recomenda prudência em relação ao ativo, mantendo a classificação marketperform e reduzindo o preço-alvo de R$ 25 para R$ 23, o que representa um potencial de alta de 13% em relação ao fechamento anterior.
Os analistas do BBA destacam que, embora o múltiplo de preço/lucro (0,6 vez) do BB chame atenção, a visibilidade dos lucros permanece baixa, especialmente diante de cenários de lucros pressionados nos próximos trimestres.
O Itaú BBA projeta que as pressões sobre o custo do crédito persistirão além do setor agropecuário. Os custos do crédito no Agro, responsáveis por cerca de um terço da carteira total, foram a principal surpresa negativa nos lucros deste ano e não devem diminuir em breve.
Além disso, o banco espera maiores despesas com provisão em crédito para Pequenas e Médias Empresas (PMEs) e pessoas físicas, devido à desaceleração econômica e à perspectiva de aumento da inadimplência ao longo de 2025 e 2026.
A redução de risco da carteira do Banco do Brasil tende a pressionar as estimativas para o ano fiscal de 2026. A instituição financeira reduziu sua projeção de crescimento da carteira de crédito, indicando uma desaceleração no ritmo observado anteriormente.
Os analistas destacam que, apesar das perspectivas de melhora no setor agropecuário em 2026, o BB provavelmente precisará aumentar as provisões para pessoas físicas e PMEs no próximo ano. A incerteza e a baixa visibilidade na carteira do banco sugerem que os desafios relacionados à qualidade dos ativos não serão resolvidos rapidamente.
O Itaú BBA reitera uma visão cautelosa, reduzindo as estimativas para os anos fiscais de 2025/2026 devido à menor margem financeira líquida e ao aumento do custo de risco. Eles preveem um ano de ajustes em 2026, com os lucros se recuperando gradualmente e se aproximando dos retornos do custo do capital próprio apenas em 2027.
Apesar de acreditarem nas perspectivas de longo prazo do Banco do Brasil, os analistas preferem aguardar, considerando a baixa visibilidade da carteira e a performance financeira atual. O panorama para o banco inclui desafios significativos, como pressões sobre a margem financeira líquida e a desaceleração da receita de tarifas, indicando um caminho de ajustes e adaptações em busca de uma recuperação gradual e sustentável.
Diante dos desafios presentes e futuros enfrentados pelo Banco do Brasil, os analistas do Itaú BBA recomendam cautela e mantêm a visão de um cenário de ajustes e recuperação gradual nos próximos anos. A incerteza e a complexidade do ambiente econômico e regulatório demandam uma abordagem estratégica e prudente por parte da instituição financeira, visando um retorno consistente e sustentável no longo prazo.
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