Itaú BBA aponta 26 ações para 2026 em meio a momento de forte volatilidade do mercado

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A equipe de analistas destacou ações em diversas teses seculares e que também se beneficiam das tendências macroeconômicas globais e locais

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Lara Rizério

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IA InfoMoney

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05/03/2026 11h58 •

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Atualizado 2 minutos atrás

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B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney)

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Mesmo após a volatilidade dos últimos dias, o Brasil tem se destacado entre os mercados emergentes em 2026, beneficiando-se da realocação para outros mercados além dos EUA e com a busca por ativos da economia real.

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Levando isso em conta, a equipe de pesquisa setorial do Itaú BBA selecionou 26 ações que, em sua opinião, oferecem argumentos convincentes após o recente vai e vem do mercado.

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A equipe de analistas destacou ações em diversas teses seculares (como tendências de alta no setor de energia, temas de GLP-1/medicamentos contra obesidade), que também se beneficiam das tendências macroeconômicas globais e locais. A seleção vai de ações de grande e pequena capitalização.

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Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa amplia queda, na esteira do exterior; VALE3 perde 1%Principais índices nos EUA abrem no vermelho, com novas preocupações sobre guerra

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O estudo da equipe de estratégia aponta que, se combinadas em um portfólio igualmente ponderado, as 26 ações indicadas apresentariam crescimento robusto: alta de 19% nos lucros por ação e expansão de 26% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) em 2026. Além disso, o conjunto negocia a um múltiplo de 14 vezes lucro — avaliados como “patamares saudáveis” frente ao contexto internacional — e oferece um ROE (retorno sobre patrimônio líquido) de 18,5%, indicador considerado de alta qualidade para mercados emergentes.

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Bancos e B3 ganham destaqueEntre os nomes de maior destaque, o relatório coloca Bradesco (BBDC4) como o favorito do setor financeiro, citando recuperação operacional, menores custos de funding e avanço consistente no braço de seguros.

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Já a B3 (B3SA3) aparece como beneficiária direta da retomada de fluxos estrangeiros e de um ciclo esperado de queda da taxa Selic, fatores que tendem a estimular volumes de negociação na bolsa.

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Consumo e tecnologia avançamNo varejo digital, o Itaú BBA reforça a força estrutural do Mercado Livre (BDR: MELI34; Nasdaq: MELI), que segue ganhando participação e ampliando monetização. Outras apostas de consumo incluem Panvel (PNVL3), impulsionada pela expansão dos medicamentos GLP‑1, e Smart Fit (SMFT3), que mesmo enfrentando pressões de margem no curto prazo, mantém vantagem competitiva em escala e retorno por unidade aberta.

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O BBA também aponta techs como Totvs (TOTS3), apontada como “growth compounder” devido à receita recorrente acima de 90%, e Bemobi (BMOB3), que acelera no segmento de pagamentos após aquisições estratégicas. Entre as internacionais, TSMC figura como alternativa global de semicondutores, apoiada por forte poder de precificação e alta demanda por chips avançados.

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Elétrica e petróleo puxam o bloco dos destaquesO setor de elétricas e de petróleo aparece como um dos mais promissores para 2026. A PRIO (PRIO3) lidera a exposição ao petróleo com forte geração de caixa mesmo sob cenários conservadores de preços. A Vibra (VBBR3) surge como nome preferido na distribuição de combustíveis, enquanto a Eneva (ENEV3) é classificada como “top pick do setor”, combinando gatilhos de curto prazo — como leilões de capacidade — e um cenário favorável de maior despacho térmico.

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Já a Axia Energia (AXIA3), dona de portfólio hídrico relevante, é vista como grande vencedora do novo patamar de preços projetado no mercado de energia, com potencial de dividendos elevados nos próximos anos.

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Construção, saúde e educação completam a listaEntre construtoras, Tenda (TEND3) e Moura Dubeux (MDNE3) aparecem com forte potencial, impulsionadas por mudanças no programa Minha Casa Minha Vida e revisões positivas de margens.

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No setor de saúde, Rede D’Or (RDOR3) e Mater Dei (MATD3) chamam atenção por expansão acelerada e tendência de melhora operacional. Já no ensino superior, Yduqs (YDUQ3) se destaca pela geração de caixa e reforço no segmento premium.

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Confira os principais destaques e teses por setor: Agronegócio / AlimentosJBS (BDR: JBSS32): tese defensiva, potencial re-rating após listagem nos EUA.

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3tentos (TTEN3): expansão em Mato Grosso e novas regiões, apesar do cenário fraco no agro.

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Bancos e Serviços FinanceirosBradesco (BBDC4): top pick; forte recuperação de lucro, melhora de funding e seguros.

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B3 (B3SA3): se beneficia de maior fluxo estrangeiro, queda de juros e aumento de volumes.

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Varejo e ConsumoMercado Livre (BDR: MELI34): mantém dominância e acelera monetização; fintech robusta.

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Panvel (PNVL3): exposição ao boom de medicamentos GLP‑1.

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Smart Fit (SMFT3): margens pressionadas no curto prazo, mas retorno estrutural acima da concorrência.

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Saúde e EducaçãoRede D’Or (RDOR3): resiliência e expansão acelerada via SulAmérica.

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Mater Dei (MATD3): melhora operacional e desalavancagem gradual.

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Yduqs (YDUQ3): forte geração de caixa e crescimento no segmento premium.

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Energia & Óleo e GásPRIO (PRIO3): forte geração de caixa e alto FCFE yield (Rendimento do Fluxo de Caixa Livre)

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Vibra (VBBR3): setor vive momento de disciplina competitiva e ganho de margens.

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Eneva (ENEV3): considerada top pick do setor — benefícios de despacho térmico alto e leilões de capacidade.

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Axia Energia (AXIA3): maior beneficiada pela nova curva de preços de energia e pelo portfólio hídrico descontratado.

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Equatorial (EQTL3): empresa de alta qualidade, com histórico sólido de execução e oportunidades de crescimento via distribuição e saneamento.

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Orizon (ORVR3): exposta ao avanço do mercado regulado de carbono (SBCE), com geração crescente de créditos e biometano; aquisição da Vital amplia geografia, previsibilidade de caixa e potencial de expansão.

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Papel e celulose/mineraçãoSuzano (SUZB3): produtora global de celulose de fibra curta; forte geração de caixa, valuation atrativo e benefício de preços elevados no curto prazo.

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Vale (VALE3): produtora de minério de ferro de alta qualidade; favorecida por demanda resiliente, projetos de expansão e baixo custo.

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Indústria, Tecnologia e OutrosEmbraer (EMBJ3): forte ciclo de demanda e expansão de margens.

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GPS (GGPS3): crescimento resiliente e retomada de M&As (fusões e aquisições).

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Totvs (TOTS3): alta recorrência, liderança em ERP (software de gestão integrado) e impulso de migração para nuvem.

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Bemobi (BMOB3): aceleração do segmento de pagamentos; forte geração de caixa.

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TSMC: exposição global a semicondutores com ROIC (retorno sobre capital investido) elevado e precificação de preços.

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Construtoras e shopping centerAllos (ALOS3): disciplina de alocação de capital, dividendos elevados (guidance mensal 2026) e portfólio forte em shoppings de boa performance.

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Tenda (TEND3): bem posicionada no MCMV (Minha Casa Minha Vida); valuation atrativo, forte geração de caixa e ROE elevado projetado para 2026.

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Moura Dubeux (MDNE3): expansão acelerada no Nordeste, entrada bem-sucedida no segmento de baixa renda e alto potencial de crescimento.

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Lara Rizério

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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.

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