IPCA-15 tem alta moderada e fecha 2025 abaixo da projeção máxima do governo

IPCA-15 sobe menos que o esperado e encerra 2025 abaixo do teto da meta

O avanço do IPCA-15 em dezembro foi um pouco menor do que o estimado, com alta de 0,25%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, a inflação oficial do Brasil deve encerrar o ano em torno de 4,4%, abaixo do teto da meta, consolidando um processo de desaceleração dos preços.

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Desaceleração da inflação

No acumulado de 12 meses, a taxa do IPCA-15 terminou o ano com um avanço de 4,41%, ante os 4,50% registrados em novembro. As expectativas apontavam para uma alta de 4,43% em 12 meses, o que representa uma desaceleração significativa em relação ao pico de 5,49% registrado em abril.

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Medidas de controle

A desaceleração da inflação ocorre em meio a uma política monetária rigorosa, com a taxa Selic mantida em 15% pelo Banco Central. A instituição aponta que a manutenção desse patamar por um período prolongado é necessário para atingir o objetivo de controlar a inflação.

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Setores em destaque

Em dezembro, o grupo de Transportes exerceu o maior impacto positivo na inflação, impulsionado pelo aumento de 12,71% no preço das passagens aéreas. Já os combustíveis apresentaram variações, com destaque para o etanol, que subiu 1,70%, e a gasolina, com alta de 0,11%.

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Previsões para 2026

Segundo a mais recente pesquisa Focus realizada pelo Banco Central, a expectativa é de que a inflação encerre 2026 em torno de 4,06%, com a taxa básica de juros, Selic, projetada em 12,25% para o final do próximo ano, abaixo dos atuais 15%.

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Perspectivas futuras

Economistas sinalizam para um primeiro trimestre de 2026 com inflação mais moderada, o que pode permitir uma desinflação mais acentuada no acumulado em 12 meses, abrindo espaço para cortes na taxa Selic já no primeiro trimestre do ano.

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Conclusão

Com a desaceleração da inflação e as previsões otimistas para 2026, a economia brasileira mostra sinais de estabilidade. As medidas de controle adotadas pelo Banco Central, aliadas a um cenário de disciplina monetária e fiscal, contribuem para a manutenção da inflação sob controle e geram expectativas positivas para o mercado.

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