O Itaú Unibanco (ITUB4) tem se destacado pela sua transformação digital e eficiência operacional, de acordo com analistas do mercado que acompanharam o evento Itaú Day 2025. O banco busca consolidar ganhos de eficiência, expandir sua base de clientes e manter altos níveis de rentabilidade em diferentes segmentos.
O JPMorgan ressaltou quatro pontos principais abordados no evento: o varejo como motor de crescimento e rentabilidade a longo prazo, o foco em eficiência, a melhoria da experiência do usuário por meio de tecnologia e inteligência artificial, e a disciplina de capital e continuidade de dividendos.
Segundo o JPMorgan, o Itaú pretende digitalizar 75% da base de varejo nos próximos três anos, em comparação com os atuais 15%. Além disso, a meta é dobrar a carteira de varejo até 2030, com um crescimento anual composto de 15%, além de expandir a base de clientes pelo Superapp One Itaú.
A XP Investimentos destaca a manutenção de um payout robusto para dividendos, baseado na geração de capital orgânica. A posição de capital do banco, acima de 13%, traz confiança para manter os dividendos e possível recompra de ações, mesmo com foco em um crescimento disciplinado.
A Genial Investimentos aponta que o Itaú estabeleceu como prioridade a redução do índice de custo/receita de 39% para cerca de 30% nos próximos anos. A expectativa é de dobrar a carteira de crédito, com foco em segmentos pouco explorados, como o varejo massificado. Isso poderia levar a um aumento do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), superando o custo de capital.
Para atingir esses objetivos, será necessário reduzir o custo de servir, o que pode envolver a diminuição do número de agências e ajustes na força de trabalho, atualmente com mais de 95 mil funcionários. A eficiência é considerada crucial no varejo massificado, segmento estratégico para o crescimento futuro do banco.
A digitalização da base de clientes e a personalização via Super App One Itaú são apontadas como ferramentas para redução de custos e melhoria da experiência do usuário. A Genial Investimentos reforça a recomendação de compra das ações do Itaú, destacando o potencial de valorização e a vantagem competitiva no setor financeiro.
O Goldman Sachs ressalta que a experiência do cliente melhorou através do One Itaú, com alertas de segurança em relação a fraudes. A inteligência artificial generativa do Itaú, chamada de Itaú Intelligence, é considerada uma promessa forte da companhia. Construída em uma base de dados proprietária, a IA não pode ser reproduzida por terceiros.
A recomendação de compra do Goldman Sachs inclui um preço-alvo de R$ 42 (US$ 7,6/ADR) em 12 meses, com potencial de upside de 8%, além de dividend yield de 8%. Os analistas preveem que o valuation da ação do banco deva negociar a 9,0x P/L em 2026.
Com um cenário de busca por eficiência e investimentos tecnológicos, o Itaú Unibanco sinaliza uma estratégia que visa impulsionar seu crescimento de forma sustentável e inovadora no mercado financeiro.
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