Historicamente, o mercado financeiro demonstra reações positivas tanto antes como depois dos ciclos de queda da Selic, segundo análise da analista Bruna Sene, da Rico. Estudos comprovam que, nos últimos 20 anos, o Ibovespa registrou forte alta antes da redução dos juros, assim como após as decisões do Copom.
Em 2005, por exemplo, o Ibovespa acumulou uma valorização de 31,4% nos 12 meses anteriores ao corte de 0,25% na Selic. Ao longo dos seis meses subsequentes, a Bolsa continuou em trajetória positiva, com ganhos de 27,8%. Essa tendência se repetiu em outros ciclos de cortes de juros, como em 2016 e 2023.
Os ciclos de redução da Selic também influenciam o desempenho dos setores da economia. Durante o ciclo de 2005, por exemplo, os setores de commodities e bancos foram impulsionados pelo otimismo com o crescimento econômico. Já em 2009, após a crise financeira global, houve uma recuperação expressiva nos setores de materiais, construção e varejo.
Com a expectativa de início de um novo ciclo de cortes de juros em 2026, o Ibovespa já acumula alta de 11% em 2025, refletindo a antecipação do mercado. Especialistas apontam que investir agora pode ser uma estratégia inteligente, principalmente para quem tem perfil de investimento de médio a longo prazo.
Para os investidores, é fundamental manter uma carteira diversificada e estar atento a fatores além do ciclo de juros, como o cenário fiscal e global. A disciplina nos aportes também é destacada como essencial para atravessar os diferentes ciclos econômicos com sucesso.
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