Em agosto, investidores estrangeiros injetaram R$ 1,2 bilhão no mercado à vista da bolsa brasileira, porém retiraram R$ 6,2 bilhões de contratos futuros, resultando em saídas líquidas de R$ 5,1 bilhões. Os dados da XP Investimentos apontam que em setembro a tendência de saída continuou, com R$ 1,1 bilhão deixando o mercado à vista e R$ 1,0 bilhão saindo dos futuros. No acumulado do ano, o saldo negativo chega a R$ 3,9 bilhões.
Apesar desses números, a XP Investimentos vê um cenário positivo no horizonte. A expectativa é que a desaceleração das tensões comerciais, juntamente com os esperados ciclos de afrouxamento monetário no Brasil e nos EUA nos próximos meses, possam atrair fluxos estrangeiros para o mercado brasileiro.
Os investidores estão de olho nas projeções de cortes de juros, tanto nos EUA como no Brasil. De acordo com o FedWatch, ferramenta que mede as expectativas de mercado, 91% dos agentes apostam em um corte de 25 pontos-base pelo Federal Reserve na reunião de setembro, com uma redução acumulada de 72 pontos-base até o final do ano. No Brasil, os cortes de juros devem começar em 2025.
Apesar da saída de capital estrangeiro, as ações brasileiras na B3 tiveram uma performance positiva em agosto. Diferentemente de períodos anteriores, em que houve recuos, em agosto o Ibovespa avançou 6,3% em reais e 9,4% em dólares. Esse desempenho foi impulsionado por uma temporada sólida de resultados, valuations atrativos, expectativas de cortes de juros no Brasil e nos EUA, e o chamado "trade eleitoral".
A XP destaca que no segundo trimestre de 2025, 11 dos 17 setores do Ibovespa tiveram um desempenho positivo, e 53% das companhias registraram valorização após a divulgação de seus números.
Enquanto o cenário internacional traz discussões sobre fluxo estrangeiro, no mercado interno houve um movimento oposto em agosto. Investidores domésticos aportaram R$ 6,2 bilhões em contratos futuros, retirando R$ 2,6 bilhões do mercado à vista. A indústria de fundos de investimento também teve resgates líquidos de R$ 26,7 bilhões, com todas as principais classes apresentando fluxos negativos.
Apesar dos desafios locais, as expectativas positivas para a entrada de fluxos estrangeiros, aliadas às projeções de cortes de juros no Brasil e nos EUA, mantêm o mercado brasileiro em foco para investidores interessados em oportunidades futuras.
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