O saldo estrangeiro na Bolsa de Valores está positivo em R$ 20,5 bilhões no ano, de acordo com dados do JPMorgan. No entanto, o banco avalia que a movimentação dos investidores estrangeiros ainda é modesta, com potencial para atrair entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões adicionais.
O estudo realizado pelo JPMorgan considerou três métricas para estimar o potencial de novos fluxos na Bolsa. Entre elas estão a alocação global em ações de emergentes, a participação estrangeira em ações brasileiras e a posição dos fundos de emergentes no Brasil.
Segundo o relatório, apenas 5,1% dos US$ 37,9 trilhões sob gestão global estão aplicados em mercados emergentes. Para uma alocação considerada neutra, esse percentual deveria ser de 10,4%. Atualmente, a média dos últimos 12 meses está em 6,4%, o que poderia representar uma entrada de US$ 588 bilhões em novos fluxos para emergentes.
Os investidores estrangeiros detêm cerca de R$ 1,5 trilhão em ações brasileiras, o que equivale a 51% do total. No entanto, essa participação está abaixo da média histórica de 55%. Um retorno a esse patamar poderia significar R$ 100 bilhões em novos fluxos, podendo chegar a R$ 180 bilhões em caso de retorno à média de 15 anos.
Dados da EPFR apontam que 24 fundos de mercados emergentes estão atualmente apostando mais pesado no Brasil do que o índice de referência. Esses fundos possuem US$ 66 bilhões investidos no país, uma quantia US$ 20 bilhões acima da fatia brasileira no índice MSCI Emergentes. No entanto, o número de fundos sobreponderados em Brasil está 25% abaixo do pico de outubro de 2024.
Com base nessas análises, o JPMorgan estima que o fluxo estrangeiro na Bolsa de Valores brasileira pode atingir até US$ 20 bilhões. A movimentação positiva dos investidores estrangeiros pode impulsionar o mercado e trazer novas oportunidades de investimento.
A expectativa é de que um aumento nas alocações em mercados emergentes, a retomada da participação estrangeira em ações brasileiras e a posição dos fundos de emergentes possam contribuir para um cenário mais favorável para o Brasil no mercado financeiro nos próximos meses.
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