Investidores locais no Brasil estão demonstrando uma postura mais cautelosa em relação às ações brasileiras, influenciados por incertezas em relação a cortes de juros, eleições e expectativas de resultados fracos no terceiro trimestre. Esta abordagem é resultado do desejo de não comprometer um ano de forte desempenho até o momento. No entanto, o Bradesco BBI enxerga essa postura como uma oportunidade para aumentar o risco no mercado brasileiro.
De acordo com a equipe de estratégia do Bradesco BBI, liderada por Ben Laidler, a recomendação para o Brasil é de exposição acima do mercado na América Latina. Eles apontam que há catalisadores iminentes e significativos que podem favorecer os investidores, como a sazonalidade do quarto trimestre, a redução das saídas locais e o duplo desconto de avaliação em ações e câmbio.
Após uma semana de reuniões com investidores no Brasil, foi destacado que o sentimento local se tornou "taticamente pessimista", especialmente após o forte desempenho ao longo do ano. Os investidores locais têm reduzido suas posições em ações cíclicas domésticas e de consumo, enquanto aumentam a exposição em setores defensivos e commodities.
Segundo o Bradesco BBI, os ventos contrários que levam a essa postura mais cautelosa devem diminuir, criando uma possível oportunidade de curta duração para os investidores, antes dos claros catalisadores dos ciclos de juros e eleições. A equipe está focada em ativos sensíveis a juros, mercados de capitais e ações afetadas por atuações do governo.
Quatro fatores-chave contribuíram para o aumento do pessimismo dos investidores locais recentemente: a mudança na sinalização do primeiro corte de juros no Brasil, a incerteza política e fiscal para 2026, a expectativa de desaceleração dos lucros domésticos no terceiro trimestre e o movimento recente do dólar.
Entretanto, o Bradesco BBI acredita que essas preocupações são temporárias e devem se reverter até o final do ano. A equipe projeta que a economia está esfriando rapidamente, o mercado político está próximo do "pico de incerteza", a desaceleração dos lucros no terceiro trimestre é vista como um sinal positivo e os fundamentos indicam uma nova fraqueza gradual do dólar.
O Bradesco BBI observa uma oportunidade para investir contra o movimento recente de redução de riscos dos investidores, principalmente em ativos sensíveis a juros e em ações impactadas pelas atuações do Estado, como Rumo, Movida, Hapvida, MRV&Co, Banco do Brasil e Vale. A equipe destaca a diminuição das saídas de capital local em ações e a continuidade dos fluxos estrangeiros como aspectos positivos a serem considerados.
Além do Brasil, o Bradesco BBI mantém recomendações de overweight para Argentina e Chile, neutro para o México e underweight para o Peru. A equipe destaca o potencial de alta nessas regiões, considerando fatores políticos e econômicos.
Em resumo, apesar do aumento do pessimismo dos investidores locais, o Bradesco BBI identifica uma oportunidade para investidores aproveitarem a situação atual do mercado brasileiro. A análise detalhada da equipe de estratégia aponta para catalisadores iminentes e significativos que podem mudar o cenário de incertezas. A recomendação é de estar atento às movimentações nos próximos trimestres e considerar estratégias de investimento alinhadas com as projeções feitas pelo banco.
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!