Nesta quinta-feira (25), a agenda econômica no Brasil traz como destaque o IPCA-15 de setembro, considerado uma prévia da inflação oficial. O indicador, que será divulgado às 9h, mede a variação dos preços ao consumidor e costuma influenciar as expectativas sobre os próximos passos da política monetária.
Outro ponto relevante é o Relatório de Política Monetária (RPM) do terceiro trimestre, a ser divulgado às 8h, onde o Banco Central apresenta uma visão detalhada sobre juros, crédito e inflação. Além disso, está prevista para as 11h a apresentação do relatório por Gabriel Galípolo, presidente da autarquia, e Diogo Guillen, diretor de Política Monetária. Logo pela manhã, ocorrerá também a reunião do Conselho Monetário Nacional, responsável por definir as diretrizes da política econômica do país.
Nos Estados Unidos, os dados mais aguardados serão divulgados às 9h30. Destaque para a revisão final do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, com expectativa de crescimento anual de 3,3%, e para os pedidos semanais de seguro-desemprego, um indicador importante para avaliar a força do mercado de trabalho americano.
No campo internacional, o presidente Lula da Silva se reuniu com o ucraniano Volodimir Zelensky em Nova York, onde discutiram temas como paz, economia e comércio. A reunião marcou o segundo encontro entre os líderes desde 2023, após tentativas anteriores sem sucesso em agendas do G7.
Javier Milei, presidente argentino, fez um discurso na ONU exaltando o apoio político recebido de Donald Trump. O argentino defendeu a política americana contra imigração ilegal e reforçou a reivindicação argentina sobre as Ilhas Malvinas. O encontro e declarações de Milei, junto às críticas de Petro, presidente da Colômbia, a Trump, trouxeram certo alívio ao mercado após semanas de tensão com a alta do dólar e a derrota eleitoral em Buenos Aires.
Na esfera econômica nacional, Fernando Haddad alertou que empresas brasileiras podem enfrentar dificuldades financeiras sem a redução da sobretaxa imposta pelos EUA a produtos nacionais. O ministro classificou a medida como injusta e defendeu uma solução diplomática para encerrar o impasse. Já a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou um projeto para reajustar a tabela do Imposto de Renda e prevê tributação sobre lucros e dividendos, impactando diretamente a discussão sobre tributação no país.
Por fim, no campo político, o CCJ do Senado rejeitou unanimemente a PEC da Blindagem, que dificultava processos contra deputados e senadores. O relator Alessandro Vieira apontou desvio de finalidade na proposta que não seguirá para plenário, encerrando sua tramitação. O deputado Claudio Cajado, relator da PEC na Câmara, afirmou que a medida "já era, morreu, morte matada" após a derrubada unânime no Senado.
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