O Banco do Brasil acompanha a inadimplência no crédito para o agronegócio, que atingiu 3,49% no final de junho, um aumento significativo em relação aos 1,32% registrados um ano antes.
Para mitigar riscos e melhorar os resultados, a instituição adota medidas que visam controlar o crescimento da inadimplência, com expectativa de arrefecimento nos números para os próximos trimestres.
O vice-presidente de gestão financeira do Banco do Brasil, Geovanne Tobias, destaca que o terceiro trimestre tende a apresentar números semelhantes aos do segundo, mas projeta uma estabilização da inadimplência no agronegócio a partir do quarto trimestre.
Essa perspectiva se sustenta em medidas regulatórias e governamentais que estão sendo implementadas no setor, visando dar suporte a essa visão de estabilização.
O Banco do Brasil reforça seu compromisso com o setor agropecuário, adotando maior seletividade na originação de crédito para o segmento, além de atuar na renegociação de dívidas e na recomposição da capacidade de pagamento dos produtores.
Alienação fiduciária, garante reconhecidamente mais robusta, é uma das estratégias utilizadas, representando metade das novas contratações no segmento produtor rural.
Em um dos anos mais desafiadores da história do Banco do Brasil, a instituição realiza ajustes táticos em sua operação para alicerçar o crescimento, adotando medidas de mitigação de riscos e revisão das esteiras de cobrança.
A atuação intensiva de inteligência artificial no processo de concessão de crédito e o reforço na atuação judicial nas cobranças são apostas do banco para garantir a sustentabilidade das operações.
Atentos às oscilações do mercado, as ações do Banco do Brasil apresentaram alta de 0,4% no pregão, cotadas a R$22,21. Enquanto isso, o Ibovespa registrava baixa de 0,2% no mesmo horário, refletindo a movimentação do mercado financeiro.
Os desafios enfrentados pelo setor financeiro nesse período demandam estratégias robustas para garantir a estabilidade e sustentabilidade das operações do banco, diante de um cenário desafiador para o crédito agrícola.
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