A Eve, subsidiária da Embraer responsável pela produção de aeronaves urbanas elétricas, conhecidas como "carros voadores", tem potencial para influenciar as ações da Embraer (EMBR3).
O JPMorgan elevou o preço-alvo da Embraer após os resultados do segundo trimestre de 2025, passando para US$ 79 por ADR e R$ 107 por ação. Com a inclusão da controlada Eve, o preço-alvo ajustado pode chegar a US$ 90 e R$ 123, com contribuição de aproximadamente US$ 11 por ADR ou R$ 16 por ação.
O banco mantém recomendação de desempenho acima da média para a Embraer, ressaltando múltiplos atrativos de 9,1 vezes EV/EBITDA para 2026, com desconto de 30% em relação à avaliação da soma das partes (SOP).
A Embraer ainda negocia abaixo do preço registrado quando as tarifas dos EUA foram anunciadas, mas o JPMorgan espera que a empresa amplie seu prêmio para a média de 10 anos, sustentado por resultados melhores e backlog recorde.
O JPMorgan também destaca que a Embraer deve continuar se beneficiando de novos pedidos no segmento comercial, como possíveis encomendas da AirAsia e companhias aéreas dos EUA, no segmento E2. A empresa busca incluir o setor aeronáutico brasileiro na categoria de tarifa zero, seguindo o exemplo do Reino Unido e da União Europeia.
No cenário atual, a expectativa é de um desempenho forte no segundo semestre de 2025, com 60% das entregas concentradas nesse período e expansão de margens devido à maior alavancagem operacional.
Apesar dos avanços recentes nas ações da Embraer, o Bradesco BBI estima que a Eve poderia agregar cerca de R$ 12 por ação à controladora. O banco reforça que a valorização da Eve pode ter impacto positivo nas ações da Embraer, especialmente com avanços na certificação do eVTOL e desenvolvimento do ecossistema.
Considerando os planos da Eve de voar com o eVTOL até o final de 2026 e obter certificação para operar em 2027, as sinalizações são positivas para a Embraer. A subsidiária espera manter a orientação de consumo de caixa para 2025, estimando estar perto do limite inferior da faixa de orientação.
O BBI mantém uma visão construtiva sobre a Embraer, reiterando a recomendação de compra e fixando um preço-alvo para 2025 de R$ 97. As perspectivas positivas para a Eve e os avanços na produção de aeronaves urbanas elétricas podem ser decisivos para o desempenho futuro da Embraer no mercado aeroespacial.
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