A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) alerta que as medidas de salvaguarda da China para a importação de carne bovina podem provocar perdas de até US$ 3 bilhões em receitas para o Brasil em 2026. O governo chinês anunciou cotas específicas por país, com uma tarifa adicional de 55% para volumes excedentes, que terão impacto nas exportações brasileiras nos próximos anos.
O Brasil, principal fornecedor de carne bovina para a China, terá cotas de exportação estabelecidas. Em 2026, será de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais, com aumento previsto para os anos seguintes. No entanto, volumes excedentes sofrerão a tarifa adicional de 55%, o que pode inviabilizar as exportações além do teto estabelecido.
A Abrafrigo estima que as perdas para o Brasil podem chegar a US$ 3 bilhões em 2026, comprometendo o desempenho das exportações do setor. O país projeta superar US$ 18 bilhões em exportações em 2025. Em 2021, o Brasil ultrapassou 1,6 milhão de toneladas enviadas para a China, representando 55% das exportações de carne bovina in natura.
A participação da China nas exportações brasileiras tem crescido significativamente, passando de US$ 5,424 bilhões em 2024 para US$ 8,029 bilhões em 2025. Em volume, as exportações subiram de 1.212.721 para 1.499.508 toneladas no mesmo período. A China representa 48,6% do faturamento total e 42,7% do volume total exportado pelo Brasil.
Além do impacto nas exportações, a Abrafrigo destaca que a medida pode desestimular a ampliação da produção nacional, afetando a geração de renda, emprego e investimentos no setor pecuário. A entidade ressalta a necessidade de uma atuação diplomática do governo brasileiro para buscar a expansão de novos mercados e mitigar os impactos das salvaguardas chinesas.
A Abrafrigo reforça a importância de esforços institucionais conjuntos para manter a competitividade e a qualidade da carne bovina brasileira no mercado global. A associação destaca a urgência de uma atuação diplomática firme e coordenada para preservar o protagonismo do Brasil no comércio internacional do setor, diante das novas medidas adotadas pela China.
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