O mercado financeiro iniciou o dia dividido entre otimismo e cautela diante do "shutdown" nos Estados Unidos. Enquanto o Ibovespa começou em alta e o dólar em queda, os índices de Nova York sofriam com incertezas. O impasse fiscal nos EUA levou os investidores a calcularem os riscos de um shutdown prolongado.
Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, aponta a relevância dos dados de mercado de trabalho a serem divulgados durante a semana, com destaque para o payroll previsto para sexta-feira. A situação se agravou com a divulgação de que o setor privado dos EUA cortou 32 mil empregos em setembro, segundo pesquisa da ADP.
A probabilidade de o Federal Reserve realizar um corte de 25 pontos-base nos juros dos EUA em outubro cresceu após a pesquisa da ADP. Os investidores passaram a monitorar de perto as movimentações do Fed diante do panorama econômico norte-americano.
No Brasil, a situação se inverteu no início da tarde, com o Ibovespa cedendo e o dólar subindo. Movimentos de realização de lucros e o impacto do downgrade da Weg pelo Citi contribuíram para a mudança no cenário nacional.
Os principais índices de ações em Nova York apresentaram sinais mistos, com o S&P 500 atingindo um novo recorde intradiário após subir 0,4%. O Nasdaq Composite também teve alta de 0,5%, enquanto o Dow Jones negociou em alta de 0,1%.
A possibilidade de a divulgação dos dados fundamentais para o corte de juros pelo Fed ser prejudicada pelo shutdown gera estresse no mercado, especialmente diante da expectativa de afrouxamento da política monetária. A realização de lucros recentes e a incerteza econômica podem impactar os mercados internacionais e direcionar investimentos para outras economias.
O JPMorgan considera possível que o payroll seja divulgado antes da reunião do Federal Open Market Comittee, no fim de outubro. Enquanto isso, as informações do relatório ADP e da Confiança do Consumidor são apontadas como sinais preocupantes pelo banco.
Além das questões internacionais, o mercado brasileiro também está de olho nas compensações da isenção do Imposto de Renda (IR). A incerteza sobre a origem dos recursos para cobrir a perda de receita estimada em R$ 26 bilhões preocupa os analistas.
A expectativa é que o mercado siga atento aos desdobramentos do impasse nos EUA e às movimentações do Fed, enquanto ajusta suas estratégias diante das incertezas globais e locais.
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