O Ibovespa Futuro iniciou a semana em queda na manhã desta segunda-feira (1º), com investidores atentos às movimentações do presidente do Banco Central e aos números econômicos vindos dos Estados Unidos antes da próxima reunião do Federal Reserve. Por volta das 9h10, o índice estava em 160.055 pontos, apresentando uma variação negativa de 0,04%.
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, está programado para falar às 10h em um evento promovido pela XP Investimentos em São Paulo. A agenda do Banco Central também inclui a reunião para decisão sobre a taxa básica de juros Selic, com expectativa de permanência em 15%.
Enquanto isso, o Federal Reserve também se reunirá no mesmo dia, com os operadores de mercado aguardando os dados de indústria, serviços e confiança do consumidor ao longo da semana para avaliar o tom que antecederá a decisão. Atualmente, os mercados estimam uma probabilidade de 92,4% de corte de 25 pontos base nos juros, conforme os dados da LSEG.
No cenário nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem encontros agendados com diversos ministros, incluindo Casa Civil, Justiça, Fazenda e Relações Institucionais.
Quanto às projeções econômicas do Banco Central, o Boletim Focus desta semana indicou uma nova redução na projeção de inflação para 2025, passando de 4,45% para 4,43%. As estimativas para o PIB, câmbio e Selic deste ano se mantiveram estáveis em 2,16%, R$ 5,40 e 15% ao ano, respectivamente.
No mercado internacional, o Dow Jones Futuro, S&P Futuro e Nasdaq Futuro apresentavam queda de 0,39%, 0,58% e 0,73%, respectivamente. O dólar subia 0,01%, sendo cotado a R$ 5,337 na venda.
Na Ásia-Pacífico, os mercados encerraram de forma mista, com os investidores analisando os dados do setor manufatureiro chinês e as expectativas de um possível corte de juros pelo Fed. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Geral da Indústria de Transformação da China registrou 49,9 em novembro, abaixo das previsões.
Enquanto isso, o Banco do Japão sinalizou a possibilidade de aumento das taxas de juros em sua próxima reunião de política monetária, o que poderá fortalecer o iene e elevar os rendimentos dos títulos do governo japonês.
No mercado de commodities, o petróleo operava em alta com a decisão da OPEP+ de manter a suspensão dos aumentos de produção durante o primeiro trimestre. Além disso, a retórica do presidente Donald Trump em relação à Venezuela também impactou os preços, mantendo os investidores em alerta.
Enquanto as cotações do minério de ferro na China registraram aumento pela quarta sessão consecutiva, impulsionadas pela demanda por cargas de qualidade média e pela manutenção dos altos-fornos no final do ano.
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