O Ibovespa Futuro opera em queda nesta quinta-feira (11), com investidores ajustando suas posições após a decisão do Copom de manter a Selic em 15% ao ano, sem sinalizar os próximos passos. A falta de indicativos claros enfraquece as apostas em início do ciclo de afrouxamento monetário em janeiro. Às 9h04, o contrato com vencimento em dezembro registrava uma queda de 0,25%, chegando aos 158.925 pontos.
No cenário internacional, o Fed reduziu os juros em 0,25 ponto percentual, estabelecendo a taxa básica americana entre 3,50% e 3,75%. Tanto o Fed quanto o Copom não trouxeram indicações claras sobre futuras decisões. Jay Powell mencionou uma possível "pausa", sem descartar um novo corte em janeiro. No Brasil, apesar do tom hawkish, as revisões de inflação apontam que o IPCA pode atingir a meta no início de 2026.
Em Wall Street, os índices futuros indicam um cenário negativo, com o Dow Jones Futuro caindo 0,10%, o S&P Futuro desvalorizando 0,44% e o Nasdaq Futuro recuando 0,67%. Essa tendência reflete preocupações com os gastos das empresas em inteligência artificial, após um alerta da Oracle.
Os investidores estão atentos aos dados de auxílio-desemprego nos EUA, previstos em 220 mil, e ao resultado da balança comercial de setembro, esperando um déficit de US$ 63,3 bilhões.
Na B3, o contrato de dólar com primeiro vencimento apresentava uma queda de 0,10%, sendo cotado a R$ 5,491. Enquanto isso, os mercados da Ásia-Pacífico encerraram majoritariamente em baixa após o terceiro corte de juros do ano anunciado pelo Fed.
Os preços do petróleo operam em queda, revertendo os ganhos anteriores devido à apreensão de um petroleiro sujeito a sanções na costa da Venezuela pelos EUA. Isso aumenta as tensões entre os dois países e gera preocupações com possíveis interrupções no fornecimento.
Já as cotações do minério de ferro na China recuaram, atribuídas às preocupações com a demanda chinesa impulsionadas pela redução no consumo de aço.
Em resumo, os mercados estão em alerta devido às decisões de juros no Brasil e EUA, bem como às preocupações com os gastos em inteligência artificial e as tendências nos mercados internacionais de commodities. Os investidores aguardam novos indicativos para ajustar suas estratégias e posições, diante de um cenário global volátil e repleto de incertezas.
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