O Ibovespa registrou um segundo dia de correção, com uma queda de 1,57%, fechando aos 141.356,43 pontos, o menor nível desde 4 de setembro. O giro financeiro ficou em torno de R$ 24,4 bilhões, com a semana acumulando retração de 1,97% e o mês de outubro com recuo de 3,34%.
Os setores mais afetados foram as blue chips, com destaque para as ações do setor financeiro e metalúrgico. Empresas como CSN e Usiminas apresentaram quedas significativas, mantendo-se nas mínimas ao longo da tarde.
Na Bolsa, a Vale ON encerrou o dia em queda de 1,41%, enquanto a Petrobras teve um desempenho mais estável, com leve alta ao final da sessão. Entre os bancos, as perdas variaram de 0,93% a 2,06%, com apenas oito das 82 ações do Ibovespa fechando em terreno positivo.
Na outra ponta, as maiores altas foram para Minerva (+1,21%), PetroReconcavo (+0,89%) e BB Seguridade (+0,79%). Já as maiores quedas foram lideradas por MRV (-12,12%), Raízen (-7,22%) e Vamos (-6,54%), após divulgação de dados operacionais desfavoráveis.
A economista Paloma Lopes observa que a incerteza persiste também no cenário internacional, com destaque para a diplomacia entre os presidentes Lula e Trump e as negociações envolvendo os Estados Unidos. Já o cofundador da Consultoria Advisory 360, Paulo Silva, menciona a incerteza em relação aos próximos cortes de juros pelo Fed, diante dos dados econômicos recentes nos EUA.
Nesta terça-feira, o dólar fechou em alta de 0,74%, cotado a R$ 5,3501, acompanhando o avanço do índice DXY. Em Nova York, os índices S&P 500 e Nasdaq apresentaram quedas de 0,38% e 0,67%, respectivamente, após atingirem recordes na sessão anterior.
O presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari, sinalizou preocupação com sinais de estagflação na economia americana, destacando a desaceleração do mercado de trabalho e a persistência da inflação acima da meta de 2%. Ele ressaltou a importância de avaliar o impacto das tarifas e as possíveis medidas do Fed para conter a inflação.
Em relação aos cortes de juros, Kashkari alertou que uma redução drástica poderia gerar uma explosão inflacionária. O Fed continuará monitorando os dados econômicos para embasar suas decisões futuras.
O dia foi marcado por uma correção expressiva no Ibovespa, que retornou ao patamar de setembro, refletindo incertezas no cenário nacional e internacional. A volatilidade dos mercados segue influenciada por questões econômicas e geopolíticas, demandando atenção dos investidores para possíveis impactos nos ativos financeiros.
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