O Ibovespa encerrou esta segunda-feira com uma leve queda de 0,25%, marcando 160.490,30 pontos. Mesmo com essa queda, o índice conseguiu se manter acima dos 160 mil pontos pelo terceiro fechamento consecutivo. No acumulado do ano, o Ibovespa registra um ganho de 33,43%, caminhando para seu melhor desempenho desde 2016, quando atingiu +38,9%.
No mercado acionário, a Petrobras teve um desempenho positivo impulsionado por questões geopolíticas, enquanto a Vale apresentou uma queda de 1,37%. Apesar do avanço do preço da commodity, a ação da mineradora sofreu uma realização de lucros. No setor financeiro, diversos bancos apresentaram perdas, com destaque para o Santander Unit, que registrou uma queda de 2,68%.
No segmento financeiro, o destaque ficou para o Bradesco PN, que registrou alta de 0,49%. Já na ponta ganhadora do Ibovespa, as empresas Brava, Pão de Açúcar e CVC se destacaram com altas significativas. Por outro lado, empresas como Cogna e CSN tiveram desempenho negativo.
Em comunicado, o Inter avaliou que a precificação atual do Ibovespa implica uma expectativa baixa de crescimento de lucros para 2026. Segundo o banco, considerando um valuation de 10x e um crescimento esperado de 5% no lucro por ação, o valor justo estimado é de 182 mil pontos.
Para o próximo ano, os analistas projetam um início mais cauteloso, com maior volatilidade e atenção aos dados de inflação, decisões do Copom e do Fed, além do fluxo estrangeiro. Apesar disso, a tendência é positiva para o primeiro semestre de 2026, com a ressalva de que o cenário pode mudar à medida que as eleições se aproximem.
No âmbito judicial, destaca-se a acareação entre um representante do Banco Master e o diretor de Fiscalização do Banco Central, determinada pelo ministro Dias Toffoli. Especula-se sobre os possíveis desdobramentos dessa investigação, uma vez que envolve questões técnicas relacionadas à autoridade monetária.
O Boletim Focus divulgou novas reduções nas projeções de inflação para 2025 e 2026. A mediana para o IPCA de 2025 caiu para 4,32%, enquanto a estimativa para 2026 ficou em 4,05%. O Banco Central espera um IPCA de 4,4% em 2025 e 3,5% em 2026, de acordo com as últimas comunicações do Copom.
Por fim, o IGP-M encerrou 2025 com uma queda acumulada de 1,05%, a menor taxa desde 2023. Em dezembro, o índice registrou uma ligeira queda de 0,01%, abaixo das estimativas do mercado. Esses dados refletem um contexto de variações e ajustes no cenário econômico, que continuará sendo acompanhado de perto pelos investidores e analistas ao longo do próximo ano.
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!