O Ibovespa fechou acima dos 138 mil pontos, o maior patamar desde 8 de julho, mostrando leve alta nesta segunda-feira, após ganhos de 2,57% na sexta-feira. A variação do índice durante o pregão foi dos 137.970,63 aos 138.890,17 pontos, encerrando em 138.025,17 pontos, com aumento de 0,04%.
O volume de negociações foi baixo, atingindo R$ 15,0 bilhões, com poucos gatilhos para os negócios além do boletim Focus, que contribui para a redução da curva do DI devido à melhora nas projeções de mercado.
O mercado foi influenciado pelos sinais dados pelo presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, durante o evento anual de Jackson Hole. A fala de Powell foi interpretada como uma abertura para possíveis cortes de juros, elevando a probabilidade de redução já em setembro pelo Fed.
No cenário nacional, a variação do índice foi impulsionada por empresas do ciclo doméstico, como Pão de Açúcar, Magazine Luiza e Eneva, que apresentaram ganhos. Por outro lado, empresas como BB ON, Itaú PN, Rumo, RD Saúde e Natura tiveram desempenho negativo.
A desaceleração do IPCA e das projeções de inflação influenciam diretamente os juros futuros domésticos. A expectativa é que os juros mais baixos nos Estados Unidos resultem em mais fluxo de capital para o Brasil. A variação nos preços segue acima da meta estabelecida pelo Banco Central, o que destaca a importância da leitura do IPCA-15 referente a agosto, a ser divulgada na terça-feira.
Analistas apontam que embora o dia tenha sido tímido em relação à sexta-feira, a devolução de prêmios na curva de juros doméstica indica uma melhora nas expectativas de inflação. A possibilidade de corte da Selic em dezembro está sendo considerada, reforçada pela redução de juros nos EUA. A cautela e expectativa por novos dados econômicos marcam o cenário dos negócios.
O mercado financeiro demonstra reação positiva diante de sinais favoráveis, tanto no cenário global quanto no nacional. A expectativa por cortes de juros, aliada à melhora nas projeções de inflação, impulsiona os investimentos. A leitura do IPCA-15 e os ajustes nas taxas de juros nos Estados Unidos são eventos aguardados que podem impactar diretamente os rumos do mercado nas próximas semanas.
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