Nesta sexta-feira (5), o Ibovespa disparou mais de 1% e renovou máximas históricas intradia, ultrapassando os 142 mil pontos. Esse cenário foi impulsionado pelos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que sinalizavam a possibilidade de queda dos juros na maior economia do mundo ainda neste mês.
O benchmark da Bolsa brasileira apresentava um acréscimo de 1,60% às 10h40, alcançando 143.248 pontos, com uma nova máxima intradiária registrada em 143.402 pontos. Enquanto isso, o dólar comercial diminuía 1,10%, ficando abaixo de R$ 5,40.
O destaque do mercado foi o relatório de emprego dos Estados Unidos, conhecido como payroll. Em agosto, a economia norte-americana criou apenas 22 mil postos de trabalho, ficando bastante aquém dos 75 mil postos projetados pela mediana da pesquisa da Reuters com economistas. A taxa de desemprego permaneceu em 4,3%, conforme as previsões.
Após a divulgação desses números, os rendimentos dos Treasuries apresentaram quedas significativas, sinalizando a possibilidade de o Fed reduzir os juros ainda neste mês. O rendimento do Treasury de dois anos registrou uma queda de 10 pontos-base, chegando a 3,489% às 9h55.
Especialistas como Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, consideram que a desaceleração do mercado de trabalho nos EUA pode influenciar a decisão do Federal Reserve de cortar a taxa de juros em 0,25 ponto percentual em setembro. Sung destaca, no entanto, que a imposição de novas tarifas de importação limita a possibilidade de um ciclo mais agressivo de cortes, devido à pressão que essas medidas exercem sobre a inflação.
Por outro lado, Sara Paixão, analista de Macroeconomia da InvestSmart XP, aponta que a desaceleração intensa no mercado de trabalho americano pode levar a economia a reduzir seu ritmo mais rapidamente do que o esperado, embora essa tendência ainda não seja evidente nos dados de atividade econômica. A expectativa é de que o Fed promova cortes de juros nas reuniões de setembro, outubro e dezembro, mas a intensidade dessas ações ainda gera dúvidas no mercado.
Com a taxa de juros dos Estados Unidos sendo referência para os ativos globais, o movimento de corte dos juros tende a ter um impacto positivo na curva de juros e nos ativos de risco de outras economias. Após a divulgação dos indicadores, a curva de juros brasileira e o dólar também apresentaram queda, refletindo a influência desse cenário econômico internacional nas finanças locais.
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