O Ibovespa teve um segundo dia de alta discreta, com valores próximos a 156 mil pontos no fechamento, refletindo um ajuste suave comparado aos índices de Nova York. No fechamento, o índice da B3 registrou um ganho de 0,41%, alcançando 155.910,18 pontos. O giro financeiro do dia atingiu R$ 20,3 bilhões. Na semana, em apenas duas sessões, o Ibovespa avançou 0,74%, e no mês acumula ganho de 4,26%, elevando o total anual para 29,62%.
No cenário internacional, o preço do petróleo teve queda de cerca de 1,5% em Londres e Nova York, impactando negativamente as ações da Petrobras (-0,96% ON, -0,80% PN). Por outro lado, ações de empresas como Vale (+0,78%) e bancos, com destaque para o Santander (+1,51%), apresentaram desempenho positivo. Entre as maiores altas do Ibovespa estão Usiminas (+6,43%), C&A (+3,64%) e Magazine Luiza (+3,64%), enquanto na ponta oposta estão Braskem (-3,72%), MBRF (-3,27%) e Prio (-2,65%).
Especialistas apontam que a expectativa de corte de juros nos EUA em dezembro pode estar influenciando o mercado e fortalecendo o dólar. Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, destaca a tendência positiva de recuperação e Clara Moliterno, da Veedha Investimentos, ressalta a expectativa de aumento na oferta global de petróleo devido a um suposto cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia.
Nicolas Gass, estrategista de investimentos da GT Capital, destaca o avanço nas negociações de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia como surpresa do dia para os mercados. Além disso, as ações cíclicas, com exposição a juros, como os setores de consumo, varejo, educação e construção civil, apresentaram desempenho positivo.
Internamente, a possibilidade de aprovação de pauta-bomba no Senado, relacionada à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF, gera cautela nos mercados. Ainda, declarações do presidente do Banco Central sobre a insatisfação com os níveis de inflação e a consequente restrição da Selic também impactaram as negociações.
Em um cenário externo marcado por expectativas de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, os investidores acompanham de perto os desdobramentos geopolíticos e econômicos que podem influenciar os mercados a curto e médio prazo.
No geral, o mercado financeiro segue atento aos movimentos globais e domésticos, buscando entender e se adaptar às oscilações e tendências que podem impactar os investimentos e as decisões financeiras.
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