O Ibovespa iniciou o dia em baixa, porém rapidamente voltou ao território positivo impulsionado por ações de primeira linha como Vale, Petrobras e grandes bancos. Em Nova York, as bolsas também apontaram para alta após recordes, em meio a sinais de progressos nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China.
As incertezas fiscais no Brasil continuam em destaque, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, programando um almoço com o relator do projeto de Isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, Renan Calheiros. O governo busca articular com o Congresso medidas para aprovar o Orçamento de 2026 e procura alternativas para mitigar o rombo causado pela derrubada da Medida Provisória do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
A agenda esvaziada e a queda de 1% nas cotações do petróleo limitam o avanço do Ibovespa, que ontem renovou sua marca histórica ao longo da sessão e no fechamento, em meio ao otimismo após a conversa entre os presidentes do Brasil e dos EUA.
O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) divulgará sua decisão à tarde, com expectativas de redução nas taxas em 0,25 ponto porcentual pela segunda vez consecutiva. A previsão é apoiada por André Valério, economista sênior do Inter, que estima outro declínio de 0,25 ponto na reunião de dezembro. A flexibilização da política monetária pelo Fed visa dar suporte ao mercado de trabalho, e abre espaço para o Copom iniciar o processo de queda da Selic, possivelmente em janeiro de 2026.
Daniel Gewehr, estrategista-chefe de ações para Brasil e América Latina do Itaú BBA, acredita que esse cenário de redução de juros pode atrair investidores estrangeiros para a B3, apesar da saída de recursos internacionais em outubro. Ontem, o Índice Bovespa encerrou em alta de 0,55%, atingindo um recorde de fechamento, próximo aos 148 mil pontos.
Atualmente, o Ibovespa apresenta alta de 0,18%, atingindo os 147.228,77 pontos, com Vale registrando aumento de 0,45% e Petrobras entre 0,63% e 0,50%. O índice é influenciado não apenas por fatores domésticos, mas também por movimentações externas, como o avanço das negociações entre EUA e China.
Diante do cenário de expectativas em torno das decisões do Fed e do Copom, o mercado de ações se mantém em constante movimento, com analistas como Matheus Spiess, da Empiricus Research, destacando a moderação e ajustes na curva e no câmbio. A tendência é de que os próximos dias sejam marcados por volatilidade e atenção redobrada por parte dos investidores, em busca de oportunidades em um ambiente de incertezas e potenciais cenários de mudanças nas políticas monetárias.
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