O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, encerrou em baixa pelo terceiro dia seguido, atingindo o seu menor patamar em mais de três meses. O recuo de 1,04% se deu em um pregão com volume financeiro reduzido, refletindo a falta de sinais de mudanças nos planos dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir da próxima sexta-feira.
Com a mínima do dia em 131.550,39 pontos e a máxima em 133.901,70 pontos, o Ibovespa encerrou o dia em 132.129,26 pontos. O volume financeiro foi de R$17,64 bilhões, abaixo das médias diárias do mês e do ano.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo ao presidente norte-americano, Donald Trump, para que considere a importância do Brasil e negocie a imposição de tarifas comerciais. No entanto, até o momento não há indicações de diálogo entre os dois líderes.
A ausência de clareza em relação às tarifas tem impactado o mercado, com analistas do BB Investimentos apontando que a definição do rumo do Ibovespa dependerá da evolução desse cenário. A volatilidade de ações de empresas exportadoras para os EUA também deve ser influenciada no curto prazo.
Com a queda de 4,84% no mês, o Ibovespa se distancia dos recordes alcançados no início de julho, quando superou os 141 mil pontos. Enquanto isso, em Wall Street, o S&P 500 e o Nasdaq atingiram novas máximas após um acordo comercial entre os EUA e a União Europeia.
As expectativas se voltam para a semana decisiva com a divulgação de balanços, a reunião do Federal Reserve e o prazo iminente para a imposição de tarifas. No Brasil, empresas como Bradesco, Santander Brasil, CSN, Vale e Ambev divulgarão seus resultados ao longo da semana.
- A VALE ON caiu 0,97% devido à queda dos futuros do minério de ferro na China.- A PETROBRAS PN se valorizou 0,13% impulsionada pela alta dos preços do petróleo.- O ITAÚ PN recuou 2,1% com dados do Banco Central apontando queda em concessões de crédito.- O MAGAZINE LUIZA caiu 4,27%, com analistas reduzindo o preço-alvo da ação.- A AMBEV perdeu 3,04% após a divulgação do resultado trimestral da Heineken.- A WEG subiu 2,03%, se destacando em meio a pressões vendedoras relacionadas às tarifas norte-americanas.- A SÃO MARTINHO fechou em alta de 3,56%, com o JPMorgan reiterando recomendação de "overweight" para o papel.- O GRUPO ULTRA subiu 2,18%, impulsionado pela expectativa pelo Programa Gás para Todos.
Com os próximos dias cheios de grandes balanços e decisões importantes, o mercado permanece atento às movimentações políticas e comerciais que podem impactar diretamente os índices acionários tanto no Brasil quanto nos EUA.
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