Ibovespa a 250 mil? Morgan vê Bolsa subindo até 46% com eleições; veja apostas
Bolsa local está entrando em 'bull market prolongado', diz o banco, que vê potencial de ganhos independentemente de quem vença as eleições - só muda o quanto
Paulo Barros
22/01/2026 10h09 •
Atualizado 35 minutos atrás
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Painel de cotações na B3. Amanda Perobelli/REUTERS
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Depois de o Ibovespa atingir um novo recorde histórico na última quarta-feira (21), ao ultrapassar os 171 mil pontos, e seguir a toada na sessão desta quinta, o Morgan Stanley avalia que a Bolsa brasileira ainda tem espaço relevante para subir com a aproximação das eleições de 2026.
Em relatório divulgado nesta quinta-feira (22), o banco afirma que o mercado acionário brasileiro pode avançar cerca de 20% até o fim de 2026 em seu cenário base. Em um cenário mais favorável, com alternância de poder e a formação de um governo visto como mais pró-mercado, o potencial de alta pode chegar a 46% – sobre o patamar de fechamento de ontem, faria o índice atingir os 250 mil pontos.
Segundo o banco, o Brasil pode estar entrando em um ciclo de alta mais longo, acompanhado por outros países da América Latina. Para os analistas, três fatores ajudam a sustentar esse movimento: mudanças no cenário geopolítico global, o fim do ciclo de alta de juros no Brasil e a possibilidade de um novo governo após as eleições de outubro de 2026.
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Mercado já começa a precificar eleiçõesO Morgan Stanley destaca que o mercado já passou a incorporar parte desse cenário. Desde janeiro de 2025, ações mais associadas à expectativa de um novo governo, com perfil mais pró-mercado e foco em investimentos, subiram 59% em dólar. No mesmo período, papéis ligados à continuidade do atual governo avançaram 47%.
Apesar disso, o banco avalia que o processo ainda está em fase inicial e que há espaço para novos ganhos ao longo dos próximos trimestres, mesmo após o recorde recente do Ibovespa.
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Ações preferidas em caso de novo governoSe houver alternância de poder e a formação de um governo mais alinhado ao mercado, o Morgan Stanley aposta em empresas mais sensíveis à queda de juros e ao aumento dos investimentos.
Entre os nomes citados estão Nubank (BDR: ROXO34), XP (XPBR31), BTG Pactual (BPAC11) e B3 (B3SA3).
O banco também destaca empresas de consumo como Mercado Livre (MELI34), Cyrela (CYRE3) e Vivara (VIVA3), além de estatais como Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3).
Companhias ligadas a investimentos e infraestrutura, como Axia Energia (AXIA3), Rumo (RAIL3) e Motiva (MOTV3), também aparecem entre as preferidas.
Estratégia em caso de continuidade do atual governoMesmo sem mudança no comando do país, o banco vê potencial de valorização para a Bolsa. Nesse cenário, a recomendação recai sobre empresas com receitas em dólar, bancos e seguradoras que se beneficiam de juros mais elevados e ações defensivas.
O Morgan Stanley cita Vale (VALE3), Embraer (EMBJ3), Gerdau (GGBR4), JBS e Suzano (SUZB3). Entre os nomes do setor financeiro, aparecem Itaú Unibanco (ITUB4), BB Seguridade (BBSE3), Caixa Seguridade (CXSE3) e Porto Seguro (PSSA3). No setor de telecomunicações, TIM (TIMS3) e Vivo (VIVT3) completam a lista.
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Paulo Barros
Jornalista, editor de Hard News no InfoMoney. Escreve principalmente sobre economia e investimentos, além de internacional (correspondente baseado em Lisboa)
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