As taxas dos DIs fecharam em queda com dados do Banco Central sobre a atividade econômica brasileira em julho, que foi pior do que o esperado. Isso é considerado positivo para o controle da inflação, contribuindo assim para a redução das taxas. Além disso, a expectativa de corte de juros nos Estados Unidos na próxima quarta-feira também influenciou o cenário.
No mercado brasileiro, a taxa do DI para janeiro de 2027 fechou em 13,985%, enquanto a de janeiro de 2028 marcou 13,245%, ambas abaixo dos ajustes anteriores. Entre os contratos longos, a taxa para janeiro de 2031 foi registrada em 13,375%, e para janeiro de 2032, a taxa era de 13,475%.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) teve uma queda de 0,5% em julho em relação a junho, terceiro mês consecutivo de retração da atividade, indicando desaceleração da economia brasileira. Economistas projetam possíveis cortes de juros pelo Banco Central no início de 2026, conforme o relatório Focus divulgado de manhã.
O mercado segue atento à comunicação do Comitê de Política Monetária sobre os próximos passos da política monetária. A expectativa é que a taxa básica Selic seja mantida em 15% na próxima quarta-feira, porém, não está descartada a possibilidade de alguma redução ainda neste ano.
Os investidores também estão de olho na possibilidade de redução dos juros nos Estados Unidos. A probabilidade de corte de 25 pontos-base nos juros norte-americanos na quarta-feira é de cerca de 96%, segundo a ferramenta CME FedWatch. O mercado aguarda mais informações para identificar o momento em que o juro pode começar a cair, com a maioria apostando que os cortes não acontecerão ainda este ano.
Após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal, o mercado está atento a potenciais retaliações dos Estados Unidos ao Brasil. Embora o presidente Donald Trump tenha aplicado sanções anteriormente, a expectativa é que novas medidas sejam improváveis no momento.
O rendimento do Treasury de dez anos, que é uma referência global para decisões de investimento, estava em queda, registrando 4,038% às 16h38. Esses movimentos no mercado brasileiro e internacional refletem a sensibilidade dos investidores às questões econômicas e políticas em vários países, influenciando os cenários de juros e investimentos.
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