A Hapvida (HAPV3), maior operadora de planos de saúde do Brasil, viu suas ações despencarem mais de 40% em um único dia, perdendo cerca de R$ 7 bilhões em valor de mercado, a maior baixa desde sua abertura de capital em 2018.
O resultado do terceiro trimestre de 2025 foi o gatilho para a queda, com o Ebitda ajustado caindo 20%, sinistralidade médica acima do esperado e provisões em alta, desagradando investidores e levando a cortes nas projeções. O JPMorgan, por exemplo, reduziu a recomendação de compra para neutra, com corte no preço-alvo de R$ 52 para R$ 39.
Analistas apontam pressões que devem persistir ao longo de 2026, devido a investimentos em estrutura, crescimento limitado e cenário competitivo desafiador, com destaque para a Amil. As projeções do JP Morgan para o próximo ano estão 31% abaixo do consenso de mercado, com um lucro líquido ajustado estimado em R$ 1 bilhão.
O BTG Pactual, apesar de manter a recomendação de compra, reduziu o preço-alvo para R$ 50 por ação, adotando uma postura mais conservadora devido aos desafios enfrentados pela Hapvida, como custos de novos hospitais e despesas administrativas mais altas.
Segundo os analistas, a Hapvida agora é considerada um "value trap", indicando que, apesar de parecer barata, a empresa pode ser um investimento ruim devido aos problemas enfrentados. O P/L ajustado está em cerca de 8 vezes.
O novo programa de recompra de ações pode fornecer suporte ao preço das ações, segundo o BTG Pactual, que vê o potencial de alta, mas ressalta a baixa confiança nas margens da empresa.
Apesar das recomendações de compra, os analistas adotam um viés cauteloso devido à fraca dinâmica e à visibilidade incerta dos resultados da Hapvida. A expectativa é de desafios no próximo trimestre, com pressão de custos dos investimentos em andamento e fraca alavancagem operacional.
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