As ações do Grupo Mateus (GMAT3) estão em queda pelo sétimo dia consecutivo, acumulando perdas de cerca de 25% no período e uma baixa de 20% em apenas 5 pregões após a divulgação dos resultados. No horário de Brasília às 12h40, os ativos GMAT3 eram negociados a R$ 4,96, com uma queda de 2,51%.
O balanço divulgado na noite de quinta-feira revelou um erro de R$ 1,1 bilhão nos estoques valorizados no balanço patrimonial de 2024 da empresa. O equívoco se deu nos cálculos do custo médio das mercadorias vendidas, um ponto crucial nos balanços de varejistas. A correção resultou em uma redução no valor das mercadorias estocadas, de R$ 6 bilhões para R$ 4,9 bilhões.
Como consequência do ajuste contábil, o patrimônio líquido sofreu uma queda para R$ 9,1 bilhões, representando um corte de quase R$ 695 milhões. Esse problema com estoques não é novo para a empresa, visto que em maio de 2021 a auditoria identificou 42 deficiências moderadas na empresa.
O Bradesco BBI destacou que os números do terceiro trimestre ficaram "poluídos" após os ajustes, apesar de terem se mantido em linha com as estimativas. A empresa segue com recomendação de desempenho acima da média do mercado, com um preço-alvo de R$ 9. Já a Nord Research recomenda neutralidade para os ativos da empresa, apontando que, embora os resultados ajustados estejam em conformidade com as expectativas do mercado, eventos pontuais e ajustes em números passados ofuscaram o desempenho no terceiro trimestre de 2025.
O 3T25 foi desafiador para o faturamento do varejo de alimentos, especialmente na região Nordeste, com uma queda de 1,1% nas vendas em lojas semelhantes. Os ajustes retroativos no lucro bruto também sugerem menor lucratividade em comparação com trimestres anteriores, o que compromete a transparência na leitura dos resultados em relação às expectativas. A comunicação da empresa sobre o problema contábil foi vista de forma negativa pelos analistas de mercado, que esperam mais detalhes e explicações sobre o ocorrido.
O mercado agora aguarda que o Grupo Mateus se concentre na incorporação do Novo Atacarejo, na busca por sinergias, na expansão de lojas e na consolidação de sua presença regional. Além disso, espera-se uma melhoria na eficiência das unidades e um crescimento constante da empresa em suas áreas de atuação. A gestão transparente e eficaz das adversidades recentes será fundamental para a recuperação da confiança dos investidores.
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