A greve nacional dos petroleiros da Petrobras continua mesmo após a estatal ter apresentado a quarta contraproposta do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), juntamente com os sindicatos ligados a essas entidades, não aceitaram a proposta, alegando que não atende integralmente às reivindicações dos trabalhadores ativos e aposentados. Com isso, a paralisação chega ao oitavo dia.
Os representantes sindicais informaram que a Petrobras e a categoria se reuniram no domingo e houve "avanços significativos" em relação às demandas da campanha reivindicatória. No entanto, a FUP cobra que a proposta seja estendida a todas as subsidiárias, além de exigir que a empresa se comprometa a não descontar os dias parados e garanta isonomia entre os trabalhadores de diferentes terminais, bem como hospedagem para os trabalhadores offshore. Até o momento, a Petrobras não se manifestou sobre esses pontos adicionais.
Outra demanda da categoria é a apresentação de uma carta-compromisso por parte da Petrobras para a solução dos Planos de Equacionamento dos Déficits da Petros, fundo de pensão dos trabalhadores. Enquanto isso, a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e o Sindipetro-NF consideram os números apresentados pela empresa como insuficientes, especialmente diante da alta lucratividade e dos dividendos distribuídos aos acionistas.
A proposta da Petrobras inclui a vigência de dois anos para o acordo, com um ganho real de apenas 0,5% na Remuneração Mínima por Nível e Regime (RMNR) em 2025 e 2026, além de um abono de 1,6 remunerações, parcelado para março e setembro de 2026. A empresa informou ter feito ajustes na proposta do ACT, porém sem especificar detalhes sobre tais ajustes.
A greve dos petroleiros da Petrobras reflete a tensão entre a categoria e a empresa, evidenciando as divergências quanto às condições de trabalho e aos benefícios oferecidos aos trabalhadores. A falta de consenso entre as partes tem gerado impasses que mantêm a paralisação em curso, impactando as atividades da estatal e a produção de petróleo e derivados no país. Nesse contexto, a busca por um entendimento que contemple as demandas dos trabalhadores e as necessidades da empresa continua sendo um desafio a ser superado. Acompanharemos os desdobramentos dessa greve e possíveis desfechos nas negociações entre os petroleiros e a Petrobras.
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