Governo impede avanço de proposta bilionária de Alcolumbre no Congresso, com impacto de R$ 40 bilhões em uma década.

Governo se mobiliza para conter 'pauta-bomba' de Alcolumbre com impacto de R$ 40 bi em dez anos

O Palácio do Planalto se vê diante da possibilidade de uma derrota significativa com a votação de um projeto no Senado Federal, que propõe regras especiais de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias. O projeto, caso aprovado, pode gerar um impacto estimado de R$ 40 bilhões nos próximos dez anos, conforme dados do Ministério da Previdência.

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Mesmo com a preocupação econômica, a articulação política do governo não conseguiu evitar a inclusão da proposta na pauta, agora tenta convencer os senadores a rejeitá-la. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, fez um apelo enfático contra a aprovação, alertando que, caso avance no Congresso, a Fazenda recomendará o veto integral, recorrendo à Justiça se necessário.

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O projeto em questão permite que agentes comunitários se aposentem aos 52 anos (homens) e 50 anos (mulheres), com 20 anos de serviço na atividade. Além disso, garante a integralidade e paridade de aposentadoria, bem como pensão em valor integral. Segundo projeções, o impacto financeiro da proposta alcança os R$ 40 bilhões em uma década, com 63% atingindo os municípios e 37% a Previdência Social.

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Na contramão da preocupação econômica, integrantes do Planalto avaliam que o clima no Senado não favorece o governo, principalmente após desgastes recentes envolvendo o presidente da Casa, Davi Alcolumbre. A indicação de um advogado-geral da União para o STF por Alcolumbre gerou tensão com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, o que pode influenciar na votação do projeto.

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Especialistas em previdência observam o projeto com preocupação, não apenas pelo impacto fiscal, mas também por trazer de volta benefícios como a integralidade e paridade, questões que foram extintas em 2001. Para eles, a proposta é uma regressão na questão previdenciária e pode ser considerada inconstitucional por não apresentar uma fonte de compensação para os gastos adicionais que acarretará aos municípios e à União.

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O projeto, apresentado em 2024, ganha apoio em meio à proximidade das eleições, já que os agentes comunitários são vistos como importantes cabos eleitorais devido à influência que exercem nos domicílios. No entanto, a proposta é alvo de críticas de diversos setores, que a consideram um retrocesso nas políticas previdenciárias e uma afronta à Constituição.

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Enquanto a polêmica em torno do projeto cresce, o governo se mobiliza para tentar impedir sua aprovação, aguardando os desdobramentos e a possível votação no Congresso Nacional. A discussão sobre os rumos da previdência e os impactos econômicos de projetos como esse permanece em pauta, gerando debates e posicionamentos divergentes entre os envolvidos.

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